sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Para o próximo ano, leia mais !

          Queridos participantes do BiblioInforma !, estou dispondo neste post um vídeo que apresenta o texto Ler do autor Luís Fernando Veríssimo. Vamos nos comprometer em ler mais no próximo ano, não somente letras, palavras ou números, mas pessoas, movimentos, gestos, como escreveu Veríssimo.
          Deus abençõe a todos e cada família, proporcionando a cada coração o Seu grandioso e maravilhoso amor. Antes de terminar o ano de 2010, leia na Bíblia o Salmo 37.

Feliz 2011 !


Fonte: <www.youtube.com>

sábado, 18 de dezembro de 2010

Avante, sempre !

          Este semestre foi esclarecedor, proveitoso e gratificante para mim quanto à informação nas mídias digitais. Por isso, pretendo continuar escrevendo neste blog, mas agora com um enfoque mais abrangente! Além de falar sobre assuntos mais específicos da biblioteconomia, e também da ciência da informação no geral, abordarei assuntos do cotidiano, coisas que fazem parte do dia a dia e estão ligados direta ou indiretamente com a informação, tanto no meio virtual quanto no mundo real.
          Quero deixar exposta a avaliação que recebi da Profa. Dra. Helen Rozados (professora admirável, sempre atenciosa, colaborando com o crescimento dos alunos) e de sua equipe da cadeira Informação em Mídias Digitais, para que os leitores e participantes do BiblioInforma ! tenham no que se assegurar sobre as informações e conhecimentos escritos e mostrados aqui (além das referências que procuro sempre apresentar para dar consistência às discussões propostas até o momento).

"Cara aluna,
Queremos parabenizá-la pelo blog que está sendo desenvolvido na disciplina, salientando os seguintes aspectos: o blog está bem construído; esteticamente bem apresentado; com um título adequado ao conteúdo; com posts bem escritos e com conteúdo que demonstra pesquisa e preocupação com a citação das fontes; contém ilustrações pertinentes e links interessantes. Continue assim.
Profa. Helen Rozados e Equipe da disciplina Informação em Mídias Digitais"
(Moodle - UFRGS)

          Deixo aqui, para recomeçar o blog, agora com uma característica mais dinâmica, uma tirinha de HQ:


Fonte: <bibliocomics.blogspot.com>
 

Bem-vindos, outra vez, ao BiblioInforma !

sábado, 11 de dezembro de 2010

A informação na mídia digital

          Pensar a informação na mídia digital não faz com que cheguemos a uma conclusão, a um fim, a um conceito final, mas sim nos traz questões que podem ser consideradas complicadas (como expor dados pessoais em redes sociais), outras de grande valor e oportunidades (como poder fazer marketing da instituição, biblioteca, museu). Nós temos muitas opções na Internet para usar para divertimento e também, como diz Jenkins (2008), para "[ . . . ] propósitos mais 'sérios'.". As mídias digitais que ao longo deste semestre discutimos são as mais exploradas atualmente: blog, twitter, repositórios de fotografias e vídeos - como o youtube - jornais eletrônicos, museus virtuais, comunidades e redes sociais.
          Ouvimos falar, então, sobre a convergência das mídias que, segundo Jenkins (2008) "[ . . . ] a convergência representa uma transformação cultural, à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos midiáticos dispersos.". É muito interessante observarmos que, assim como é debatido se um dia as bibliotecas irão ser exterminadas, se só existirão livros virtuais, é discutida a questão das antigas mídias (televisão, rádio, cinema, etc.) serem substituídas pelas novas (youtube, orkut, celulares com tecnologias avançadíssimas, etc.). O que ocorre, na realidade, é um cruzamento entre elas, uma coexistência. A web 2.0 promove interação, e este é o fundamento da mídia alternativa - as novas mídias - fazer com que o internauta, que é o consumidor das ferramentas virtuais, também seja o produtor, envolvendo-o, assim, cada vez mais com o 'mundo' virtual.
          Um ponto importante abordado no texto de Jenkins (2008), é sobre como os aparelhos celulares se tornaram essenciais no processo de convergência das mídias, porque todos os produzidos atualmente têm a capacidade de gravar vídeos, bater fotos, armazenar e disponibilizar músicas, acessar a Internet, ser usado como agenda, tanto telefônica como pessoal, de compromissos, entre outras funções. Portanto, podemos dizer, conforme Jenkins (2008), que a convergência digital deve ser entendida como um processo tecnológico que junta várias funções em um mesmo aparelho. Diante de todos os elementos informacionais espalhados nas diferentes mídias existentes, é possível convergir esses elementos de forma a sistematizar a busca e a recuperação da informação de forma mais ágil e mais eficiente ainda? Eu acredito que é possível, devido ao exemplo anterior citado por Jenkins, mas é um processo, algo que poderá ser concretizado a médio ou longo prazo.
          O profissional da informação está inserido neste contexto da convergência digital, o seu papel é de suma importância, ele é imprenscindível, devendo ser atuante em cada uma das mídias apontadas, pois uma das habilidades que este profissional deve adquirir na sua formação é saber filtrar, selecionar informações fidedignas, capacidade essencial para alguém que busca informações no meio virtual. Assim como creio que livros em papel e virtuais caminharão juntos sempre, sendo um e outro aprimorados como suportes, acredito que na questão da cultura da convergência vai acontecer o mesmo seguimento. Os bibliotecários, arquivistas e museólogos devem buscar se inteirar, conhecer, aplicar em suas instituições as mídias que irão lhes proporcionar crescimento como profissionais, auxílio no seu dia a dia de trabalho, sempre tendo como objetivo especial dar apoio, auxílio, favorecer interação e produção de conhecimento aos que hoje ainda chamamos de usuários, mas que futuramente poderão vir a ter outra denominação, pois já não são mais somente usuários da informação e do conhecimento, mas produtores também.


Referência

JENKINS, Henry. Cultura da convergência. São Paulo: Aleph, 2008. p. 25-51.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Comunidades Virtuais e Redes Sociais


          As formas de comunicação existentes são diversas: a fala, a escrita, os sinais (como placas de trânsito e até a própria Linguagem Brasileira de Sinais, a LIBRAS); é possível, ainda, nos expressarmos com um olhar, um sorriso, um aperto de mão, um abraço, enfim. Como já temos discutido no blog, a Internet e as suas ferramentas são formas de comunicação entre os seres humanos, e as comunidades virtuais e as redes sociais tem sido usadas de maneira fenomenal por todo o mundo. Neves (2010) diz que até há pouco tempo a moda era a criação de blogs, e agora "[ . . . ] passados mais de dez anos do surgimento dos blogs, pesquisas indicam que as páginas do gênero têm perdido espaço para as redes sociais na preferência dos internautas.". Segundo informa ainda o autor, o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação (Cetic.br), os usuários brasileiros de redes sociais "[ . . . ] passaram de 21,9% para 67% entre 2005 (início da pesquisa) e 2009 (último dado disponível).".
          O motivo principal que percebo porquê as comunidades e redes sociais têm chamado tanto a atenção e até "viciado" muitas pessoas é a acessibilidade, pois, para acessar e se comunicar com as pessoas da comunidade ou rede, basta fazer um perfil de usuário e usufruir das ferramentas disponíveis no site, como incluir fotos, vídeos, postar frases - ou recados - anúncios, pequenos textos, além dos dados pessoais, entre outras interações particulares de cada comunidade e rede social. Aqui está o ponto chave para o profissional da informação explorar as comunidades e redes sociais para dar suporte aos usuários nas suas necessidades informacionais: a facilidade de se conectar aos sites referidos. Na página virtual Conexão Professor, lemos que as redes sociais (como o Orkut, Facebook, Myspace, Ning, entre tantos outros) podem contribuir para a educação, ou seja, os professores tem estas ferramentas tecnológicas à sua disposição para complemento no ensino de seus alunos. Analisando o texto, podemos incluir os bibliotecários, arquivistas e museólogos sem dúvida alguma. O profissional da informação está ligado a questão da educação, especialmente os bibliotecários, que também atuam em instituições educativas, como universidades e escolas no geral, e deve ser essencialmente filtrador de informações.

[ . . . ] numa sociedade em que tudo muda muito rápido, todos os profissionais, [ . . . ], devem ficar atentos à sua própria formação para sondar as novas tecnologias, filtrar as ferramentas que não acrescentam mudanças positivas nas práticas educativas e se apropriar daquelas que podem catalisar uma nova escola,  adequada à Era da Informação e do Conhecimento. (LIMA, 2009)
          Cada comunidade virtual e rede social possui uma  estrutura dinâmica, trazendo muito mais, atualmente, diversão, e até mesmo exposição de vida pessoal, para aqueles que querem expor suas vidas. Mas também possibilitam aprendizado, de maneira mais informal, e certamente são meios que podem servir para o profissional da informação divulgar sua instituição, seus serviços e não somente divulgar, mas de fato servir aos usuários através das comunidades e redes sociais.



Referências

CONEXÃO PROFESSOR. Como utilizar as redes sociais e as novas tecnologias na educação. Rio de Janeiro: Governo do Rio de Janeiro, 2009. Disponível em:
<http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/temas-especiais-26a.asp>. Acesso em: 06 dez. 2010.

NEVES, Guilherme. Redes sociais conquistam espaço dos blogs na preferência dos internautas. Zero Hora, Porto Alegre, 16 jun. 2010. Disponível em: <http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Economia&newsID=a2939229.xml>. Acesso em: 06 dez. 2010.

Fonte das imagens

sábado, 27 de novembro de 2010

Webmuseus

          É muito empolgante e precioso verificar que existem várias possibilidades e ferramentas para trabalhar com a informação, especialmente para os profissionais bibliotecários, arquivistas e museólogos. Hoje conversaremos sobre webmuseus (ou cibermuseus ou, ainda, netmuseus), instrumentos que tem proporcionado não somente informação, mas conhecimento àqueles que os tem "visitado" e consultado.
          Os webmuseus cresceram em número devido o avanço da rede na década de 90, como diz Carvalho (2008)
[ . . . ] multiplicaram-se sites de Museus, dedicados aos mais diferentes temas, com nomes e tipologias, permitindo ao usuário da Internet 'visitar', num mesmo dia, museus localizados fisicamente em diferentes continentes. (CARVALHO, 2008)
           Aqui destaco uma das vantagens dos webmuseus, a possibilidade de visualizarmos peças - e suas descrições - de várias partes do mundo sem estar fisicamente no local. O que enxergamos virtualmente vem do espaço físico onde as peças ou, como referencia Oliveira (2007), as "coisas" estão expostas. Mas há também museus que preservam seus documentos somente virtualmente, como é o caso do Museu da Pessoa, exemplo prático que será desenvolvido mais adiante. Oliveira (2007) dá o seguinte conceito para museu:


Na atualidade, museu é sinônimo de coleção, de acervo, de documentação, conservação, exposição e informação de qualquer tipo de objeto, organizado por alguém ou por uma instituição, com ambição de apresentar ao público, criar formas educativo-pedagógicas, pesquisa e extensão. (OLIVEIRA, 2007, p. 150)
          Dentre alguns webmuseus que visitei, analisarei neste post três que considero mais relevantes no momento: The Virtual Museum of Iraq (http://www.virtualmuseumiraq.cnr.it/homeENG.htm), Museo Virtual de Artes (MUVA - http://muva.elpais.com.uy/e Museu da Pessoa (http://www.museudapessoa.net/). No primeiro, somos recebidos com um vídeo que mostra a localização e o histórico do Museum. Assistimos desde a sua primeira fachada (ano de 1926-1966), passando por sua reconstrução, chegando aos dias de hoje e assim somos remetidos ao Hall do museu virtual. Neste, podemos selecionar por onde queremos iniciar o "passeio", e assim conhecer as várias peças de arte que compõem o local. No MUVA, patrocinado pela Fundación Itaú, encontramos logo na entrada do site uma lista com as obras disponíveis para visualização, inclusive podemos assistir vídeos sobre as peças e quadros. Podemos, ainda, "andar" nos corredores virtuais do Museo, interessantíssimo! O MUVA é um museu interativo, dinâmico e acondiciona as obras mais importantes da arte uruguaia. O Museu da Pessoa, criado por brasileiros, com sede em São Paulo, possui um ponto, particularmente falando, muito peculiar: o visitante contribui com o acervo do Museu, pois o objetivo deste é exatamente construir uma rede de histórias de vida que proporcione a transformação social, buscando valorizar a história de cada pessoa que deseje apresentar um pouco de sua vida para a sociedade. Para contar a sua história, é necessário fazer um cadastro; podemos colocar título, fotos, desenhos, documentos, áudios e vídeos. O site possui Termos de Condições de Uso, o que demonstra seriedade com o conteúdo disponível e segurança para quem queria postar a sua história. O Museu da Pessoa ainda possui uma biblioteca, uma livraria digital com livros disponíveis para dowloud, entre outros entretenimentos que podem ser explorados pelos interessados no Museu.
          Percebi claramente a importância dos webmuseus durante as "visitas" que fiz, pois o profissional da informação pode tanto usufruir as informações que os museus virtuais já existentes dispõem, quanto podem criar um, claro, isso com planejamento, muita dedicação e objetivos bem traçados para a instituição à qual está inserido. Mais uma vez declaro: os bibliotecários, arquivistas e museólogos têm instrumentos inovadores e valiosíssimos na web, possíveis de serem utilizados com sabedoria e inteligência, sempre pensando em proporcionar os melhores serviços de informação àqueles que buscam o conhecimento.


Referências

CARVALHO, Rosane Maria Rocha de. Comunicação e informação de museus na Internet e o visitante virtual. Revista Museologia e Patrimônio, v. 1, n. 1, p. 83-93, jul./dez. 2008. Disponível em:
<http://revistamuseologiaepatrimonio.mast.br/index.php/ppgpmus/article/viewPDFInterstitial/8/4>.
Acesso em: 23 nov. 2010.

OLIVEIRA, José Cláudio. O museu digital: uma metáfora do concreto ao digital. Comunicação e Sociedade, São Paulo, v. 12, p. 147-161, 2007. Disponível em:
<http://revcom.portcom.intercom.org.br/index.php/cs_um/article/viewDownloadInterstitial/4796/4509>. Acesso em: 24 nov. 2010.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Jornais digitais brasileiros

         

          O serviço de referência, seja o tradicional ou o virtual, é um dos serviços mais importantes que uma biblioteca deve oferecer aos seus usuários, na minha visão como profissional e também estudante. O jornal digital é mais uma vez analisado neste blog como um importante instrumento e fonte de informação útil para o profissional da informação, especificamente, hoje, o jornal digital brasileiro. Entre alguns já existentes no meio virtual - sendo primariamente jornais impressos - destaco dois: Zero Hora (ZH - http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=capa_online), gaúcho, lançado em 04 de maio de 1964, na forma digital no ano de 1996, ainda existente na forma impressa, mantido pelo grupo RBS e publicado diariamente; Jornal do Brasil (JB - http://www.jb.com.br/), fundado em 1891, editado no Rio de Janeiro, pioneiro na sua publicação somente digital desde 1 de setembro de 2010, atualizado diariamente. Como estes dois periódicos online podem contribuir para o serviço de referência de uma biblioteca? Como o bibliotecário pode aproveitar esta fonte fidedigna - a princípio - em grande parte das informações que publica?
          Encontramos, em ambos jornais referenciados, uma gama de assuntos, informações e interatividade para os leitores: economia, política, moda, cultura, histórias em quadrinhos, opinião do leitor, promoções, fotografias, entre tantas outras. Ao organizar um serviço de referência, o profissional bibliotecário deve analisar o público para o qual irá prestar o trabalho, assim como as suas necessidades informativas, o objetivo e assunto principal da faculdade ou instituição a qual a biblioteca está inserida. Desta forma, o bibliotecário poderá pesquisar e avaliar as fontes de informação que serão fiéis e úteis para dar o apoio que os usuários irão precisar ao buscarem o serviço de referência. O ZH e o JB certamente poderão auxiliar uma biblioteca universitária ou especializada. Pensando em uma biblioteca que trata principalmente do assunto economia, fiz uma pesquisa na caixa de busca do ZH e do JB usando o seguinte termo: salário mínimo. Obtive resultados das últimas notícias sobre o assunto dentro dos dois jornais, ambos utilizando o Google como ferramenta de busca. Neste caso, o bibliotecário terá condições de apresentar ao usuário as notícias atuais sobre o assunto que procura. Outro exemplo de utilidade dos jornais é uma biblioteca universitária poder divulgar em tempo real  - através do Twitter, por exemplo - as notícias das últimas horas atualizadas nos jornais, como a que foi anunciada no último domingo, 14/10/2010, sobre um projeto de RH em busca de novos estagiários, informando que quem pode participar da seleção são graduandos nas áreas de Administração, Ciências Contábeis, Economia, Ciências da Computação, entre outros cursos, ápresentando, ainda, o endereço do site para inscrição e participação da seleção de estágio.
          Enfim, explorar estas fontes de informação é até mesmo um dever do profissional da informação, por suas notícias publicadas de forma rápida, os sites estarem cada vez mais fáceis de utilizar no momento da busca por informações, mas, claro, nunca esquecendo que o profissional deve sempre procurar a fidelidade no que estará repassando aos usuários, alertando a estes também quanto a esta questão. Pela autonomia e liberdade que temos hoje de transmitir informações através da Internet (web 2.0), a quantidade destas serem falsas ou não totalmente confiáves é maior. Mas isto é asunto para discutirmos em um outro post.


Referência

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Jornais digitais internacionais


          O profissional da informação possui instrumentos valiosíssimos para usar em benefício de seu trabalho, mas, pelo que observo na maioria das bibliotecas, nas que já tive experiência profissional e nas que conheci em visitas técnicas, os bibliotecários não tem dado a devida atenção e procurado se beneficiar de fato destes instrumentos. Um deles são os periódicos eletrônicos. Hoje avaliaremos como o profissional da informação pode usufruir dos jornais eletrônicos internacionais, instrumento virtual bem específico e que pode fazer uma diferença peculiar nas atividades diárias que os bibliotecários cumprem e na vida dos usuários, foco principal do profissional da informação.
          O jornal eletrônico internacional (e também nacional!) pode servir de apoio aos bibliotecários atuantes em bibliotecas universitárias e especializadas, principalmente. No site do Memorial da América Latina, por exemplo, há o espaço da Biblioteca Virtual da América Latina (http://www.bvmemorial.fapesp.br/php/level.php?lang=pt&component=31&item=17), e neste há um link que nos remete a uma lista de jornais eletrônicos internancionais que condizem com o objetivo da Biblioteca: disseminar informações sobre toda a América Latina. Este é o intuito que deve permear a mente e o coração dos bibliotecários e dos outros atuantes da área da informação: apoiar-se nas ferramentas que servirão para o crescimento dos usuários, seja intelectual ou emocional.
          Analisando o jornal italiano online Corriere della Sera, podemos imaginar ele sendo usado por um bibliotecário - e até mesmo por um amador - que atue em uma biblioteca virtual que trabalhe diretamente com gastronomia, como é o caso da Biblioteca Gastronomica: receitas de culinária para profissionais de hotelaria (http://bibliotecagastronomica.blogspot.com/2009/09/software.html). No Corriere della Sera há um link que trata especialmente sobre o assunto, diponibilizando receitas italianas, além de vinhos e dicas de como decorar um prato. Uma biblioteca universitária ou especializada em medicina poderá se atualizar sobre saúde e medicamentos, como exemplo, a notícia da data de hoje que trata de uma campanha lançada pela Agência Italiana de Drogas e do Instituto Nacional de Saúde, patrocinado pelo Ministério da Saúde do referido país. Esta campanha fala sobre o cuidado que as pessoas devem ter no consumo de antibióticos, apresentando que o uso inadequado e excessivo  de antibióticos na Itália - e em todos os países europeus - é um problema para a saúde pública, podendo haver resistência aos remédios dificultando, assim, cura de infecções. Com este exemplo, a biblioteca informando-se no Corriere della Sera, poderá repassar as informações aos seus usuários, seja por email, por site próprio ou até mesmo publicando no mural da instituição. Ainda há tantos outros assuntos que podem ser explorados dentro do referido jornal online por profissionais da informação atuantes em diversos centros de documentação e informação.


Referência

ANTIBIOTICI, troppo usati  e troppo pagati. Italia ai primi posti in Europa per il consumo eccessivo: il SSN potrebbe risparmiare 413,1 milioni di euro. Corriere della Sera, 17 nov. 2010. Disponível em: <http://www.corriere.it/salute/10_novembre_17/antibiotici-aifa_306b252a-f232-11df-a59d-00144f02aabc.shtml>. Acesso em:  17 nov. 2010.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Jornais eletrônicos

          O jornalismo eletrônico trouxe mudanças significativas para o meio informativo. Surgiu por volta de 1970 nos EUA sendo o The New York Times o primeiro a criar um banco de dados armazenando os principais exemplares dos seus periódicos impressos. Claro que nesta época ainda não existia a nossa famosa World Wide Web (WWW, ou simplesmente Web), pois
Antes da invenção do World Wide Web (WWW ou Web), a rede já era utilizada para a divulgação de informações, porém os serviços oferecidos eram direcionados para públicos muito específicos e funcionavam através da distribuição de e-mails, de boletins [ . . . ] (MIELNICZUK, 2002)
          Uma questão bastante discutida sobre o jornal é a possibilidade de sua forma impressa ser extinta futuramente (assim como alguns pensam sobre os livros, devido ao surgimento dos e-books). Há diversos pensamentos e opiniões a cerca da extinção do jornal impresso, acredito que haja a possibilidade de, ao longo dos anos, só existir o online, pela interatividade que este promove, apesar de, particularmente, valorizar o impresso. Alves (2006) diz que "Em vez de ver a web como um novo meio, com características próprias, as empresas tradicionais a encararam como uma nova ferramenta para distribuir conteúdos, originalmente produzidos em outros formatos.". Certamente a web revolucionou as formas de transmissão da informação, no meio virtual encontramos diversas fontes, tanto confiáveis (fidedignas) quanto não-confiáveis, usadas de maneira inteligente e com intuito de prover crescimento intelectual, e até mesmo emocional, ou não. No Brasil, o jornalismo lança sua primeira forma online em 1995 com o Estado de São Paulo, surgindo neste mesmo ano outros jornais virtuais como o Folha de São Paulo, O Globo, entre outros. Hoje, as notícias lançadas pelo jornalismo virtual tem sido praticamente imediatas, em tempo real, como é chamado, no momento da constatação de um fato, já podemos visualizar, ler, se inteirar do que está ocorrendo, por exemplo, num jogo de futebol, num acidente, num show de música, etc.
          As grandes vantagens do jornalismo online são o custo, que é muito menor que o impresso, a interatividade, ou seja, o usuário ter a possibilidade de expor a sua opinião logo após a leitura, dependendo do site do jornal; a leitura em tempo real e o acesso, que é mundial. Em relação ao profissional da informação, o jornal online pode ser de grande utilidade se este profissional souber aproveitá-lo, como selecionar de forma mais rápida informações que sejam importantes, úteis e de valor aos usuários de seu ambiente de trabalho (biblioteca, arquivo, museu, centros de informação) e divulgá-los, seja através da própria Internet, como emails, blog, twitter, ou de murais informativos.



Referências

ALVES, Rosental Calmon. Jornalismo digital: dez anos de web... e a revolução continua. Comunicação e Sociedade, v. 9-10, p. 93-102, 2006.

MIELNICZUK, Luciana. A pirâmide invertida na época do Webjornalismo: tema para debate.  16p. Trabalho apresentado no NP08 - Núcleo de Pesquisa Tecnologias da Informação e da Comunicação, XXV Congresso anual em Ciência da Comunicação, Salvador, BA, 04 e 05 set. 2002. Disponível em:
<http://galaxy.intercom.org.br:8180/dspace/bitstream/1904/18841/1/2002_NP8mielniczuk.pdf.>. Acesso em: 26 out. 2010.

sábado, 23 de outubro de 2010

Repositórios de vídeos

          Esta semana discutiremos um pouco sobre repositórios de vídeos, mais especificamente sobre o Youtube EDU. Assim como os repositórios de fotografias, os de vídeos selecionam, tratam, organizam, recuperam informações - no caso, multimídias (vídeos) - além disso, são fontes de pesquisa dos usuários da Internet. Os repositórios tem, portanto, a função de armazenar e disponibilizar vídeos (filmes e desenhos, videoclipes e gravações caseiras) seja de forma gratuita ou que tenha algum custo.
          Focando o post nos repósitórios de vídeos educativos, os objetivos destes vão além do disponibilizar vídeos, pois buscam dar suporte a professores, educadores, estudantes, pais, no ensino e na criação dos adultos, jovens, adolescentes e crianças. Bruno Thadeu, autor da sessão de Educação do Guia do Bebê do site http://guiadobebe.uol.com.br/, questiona e responde "[ . . . ] o que caracteriza um vídeo educativo? É tudo aquilo que é exibido em forma de documentário, filme ou desenho com o intuito de passar um lição de moral à criança, estimulando-a no seu aprendizado e desenvolvimento.". O Youtube Edu, foi criado pelo Google exatamente para armazenar e apoiar educadores, pais, etc, na educação de seus alunos e filhos. Este repositório possui uma lista de Canais onde podemos filtrar nossa busca diretamente por u, assunto específico, como Entretenimento, Filmes e desenhos, música, e ainda há uma caixa de busca no Youtube Edu. Fiz uma busca pela palavra 'biblioteconomia' e obtive como resultado seis vídeos, na língua portuguesa brasileira e espanhola. Os vídeos são disponibilizados gratuitamente aos usuários da Internet, e é possível darmos nossa opinião sobre o vídeo - há uma caixa de texto para escrevemos - votarmos se gostamos ou não e compartilharmos o material no Facebook e Twitter (redes sociais). Assim funciona o Youtube de forma geral, que, aliás, foi fundado em fevereiro do ano de 2005, com sede localizada na Califórnia, EUA.
          Há um outro ponto interessantíssimo no repositório de vídeo Youtube, os usuários podem disponibilizar vídeos pessoais, dando a oportunidade para os internautas de interagirem de forma mais profunda com o 'mundo virtual'. Infelizmente há muitos indivíduos que não usufruem desta oportunidade de forma coerente, inteligente e que contribua com o crescimento intelectual e emocional de outros, mas apresentam vídeos que muitas vezes até agridem o ser humano. De qualquer maneira, os repoitórios de vídeos educativos, especialmente o abordado no post, tem ajudado de forma dinâmica muitas pessoas no seu desenvolvimento pessoal e profissional.



Referências

THADEU, Bruno. Aprendendo com os vídeos educativos. Guia do bebê. UOL. São Paulo, [2010?]. Disponível em: <http://guiadobebe.uol.com.br/bb5a6/aprendendo_com_os_videos_educativos.htm>. Acesso em: 19 out. 2010.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Vídeo


          Por volta dos anos 70, o vídeo surge no Brasil, tornando-se um dos fenômenos culturais que permanece e cresce ainda hoje. Do mesmo modo que a fotografia, o vídeo pode ser produzido de forma analógica ou digital, como diz Barreto (2007), "O vídeo é uma tecnologia de processamento de sinais eletrônicos, que podem ser analógicos ou digitais, desenvovlida para apresentar imagens em movimento.". Atualmente, podemos produzir um vídeo, mesmo que por um tempo curto (5 minutos, por exemplo), até em um celular, se este for desenvolvido com esta capacidade. Mais uma vez observamos o grande avanço da tecnologia.
          O vídeo online está entre as principais fontes de informação da Internet, e o maior exemplo de repositório de vídeos que podemos destacar é o youtube. É muito interessante observarmos que há professores, principalmente no meio acadêmico, que tem utilizado o vídeo para dinamizar as suas aulas, alternando a comum aula-expositiva com apresentações de vídeos e debates sobre o que foi assistido. Segundo Fernanda Ângelo (2010), autora dos textos do site IT Careers, Convergência Digital, muitos profissionais, especialmente da área de Tecnologia da Informação e Comunicação, tem buscado informações sobre a sua profissão em vídeos publicados no meio virtual. Eggert e Martins (1996, p. 46) já diziam em seu projeto de divulgação da profissão de bibliotecário que o vídeo é "[ . . . ] um instrumento atrativo e facilitador de divulgação [ . . . ]" e que é "[ . . . ] apropriado como fonte e veículo de informação.".
          O profissional da informação pode explorar a ferramenta vídeo para apresentar os serviços oferecidos pela sua instituição, até mesmo as suas funções como bibliotecário, ou arquivista, ou museólogo, indo um pouco mais além da (necessária) busca pela melhor forma de organização e indexação para faciltar ao usuário o encontro de informações sobre as coleções que também abrangem o vídeo, como cds e dvds, e ainda em algumas instituições, fitas de vídeo.
          Discutiremos ainda sobre a importância do vídeo como fonte de informação no próximo post.

Referências

ÂNGELO, Fernanda. Vídeos online são fonte de informação para 70% dos profissionais de TI. IT Careers, Convergência Digital. São Paulo, 06 out. 2010. Disponível em:
<convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=23951&sid=6>. Acesso em: 06 out. 2010.

BARRETO, Juliano Serra. Desafios e avanços na recuperação automática da informação audivisual. Ciência da Informação, Brasília, DF, v. 36, n. 3, p. 17-28, set./dez. 2007. Disponível em: <www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-19652007000300003&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 8 out. 2010.

EGGERT, Gisela; MARTINS, Maria Emilia Ganzarolli. Bibliotecário. Quem é? O que faz? Revista ACB: biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, Florianópolis, v. 1, n. 1, p. 45-48, 1996. Disponível em: <revista.acbsc.org.br/index.php/racb/article/download/310/351>. Acesso em: 7 out. 2010.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Bancos de imagens digitais

          Estamos vivendo em um mundo onde a imagem predomina. "Estejam elas fixas ou em movimento, as imagens acompanham quase cada instante do nosso quotidiano." (ACHUTTI, 2004, p. 101). Olhando ao nosso redor, perceberemos claramente que as imagens fazem parte da nossa rotina: nas ruas vemos nos outdoors, muros, banners, nas placas, faixas (no momento atual, há muitos banners e muitas faixas com fotos de candidatos à política!). Em locais de trabalho, como prédios, escritórios, restaurantes, lancherias, etc., podemos observar imagens em quadros com fotos de diretores, presidentes, funcionários do mês; em cartazes ou quadros de avisos, em crachás de identificação dos trabalhadores. Vemos ainda, e especialmente tratando neste post, imagens digitais espalhadas pelos vários bancos de imagens na Internet.
          O aprimoramento da tecnologia proporcionou o aumento do número de imagens disponibilizadas ao público geral da Internet, bem como o acesso facilitado, ou seja, uma pessoa pode ser criadora de imagens - e vídeos - além de consumidora, mesmo que esta pessoa possua conhecimentos superficiais sobre o assunto. 
Os aparelhos fotográficos são hoje mais compactos. Eles foram automatizados e oferecem inúmeras possibilidades, como o foco automático, fotômetro, objetivas com distância focal variável (leves) e motores destinados a fazer sequências de fotos, possibilidades que, até alguns anos, eram estritamente reservadas aos profissionais. (ACHUTTI, 2004, p. 101)
          Alguns bancos de imagens (locais onde fotografias ficam armazenadas) permitem o acesso e uso (cópia) da imagem, por outro lado, há bancos que só tornam disponíveis para o uso se o usuário pagar o valor estipulado pela administração do site. Cito como exemplo de livre utilização das fotografias o banco de imagens "1000 imagens" (http://www.1000imagens.com/), onde temos a possibilidade de fazer dowloads das fotografias para uso. Cada fotografia disponibilizada tem a sua identificação no 'pé da imagem', com o nome do banco de imagens e do autor do 'click' e, além disso, há a descrição da imagem e logo abaixo desta uma caixa de comentário, onde o usuário do site tem o privilégio de dar a sua opinião sobre a foto. Encontramos ainda, ao longo do banco, entre outros pontos, artigos sobre fotografia.
          Importante lembrarmos algumas questões dos direitos autorais. No artigo 1º do Código dos Direitos do Autor (apud PEREIRA, 2006, p. 1) diz que "Consideram-se obras as criações intelectuais do domínio literário, científico e artístico, por qualquer modo exteriorizadas, que, como tais, são protegidas nos termos deste Código, incluindo-se nesta protecção os direitos dos respectivos autores." O que este artigo quer explicar é que uma fotografia que ainda não tenha sido revelada, ou impressa, ou disponibilizada em algum computador ou no meio virtual, não tem o direito de proteção. Mas o autor Pereira (2006, p. 2) continua sua discussão dizendo que "O direito do autor pertence ao fotógrafo, salvo disposição expressa em contrário e é reconhecido independentemente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade." e que "O direito do autor sobre obra fotográfica ou obtida por qualquer processo análogo ao da fotografia, caduca, na falta de disposição especial, 70 anos após a morte do criador intelectual, mesmo que a obra só tenha sido publicada ou divulgada postumamente e esta cai no domínio público.". O autor da fotografia pode reproduzir, disseminar e comercializar a sua obra, mas com algumas restrições, conforme Pereira (2006, p. 3).
          Hoje ficaremos por aqui na questão de bancos de imagens, há ainda outras questões a serem abordadas em relação à fotografia que discutiremos em outro momento neste blog.   



Referências

ACHUTTI, Luiz Eduardo Robinson. Fotoetnografia da Biblioteca Jardim. Porto Alegre: Editora da UFRGS, Tomo Editorial, 2004.

PEREIRA, Mário. Fotografia e direitos do autor. Revista SuperFoto Prática, [s.l.], 2006. Disponível em: <www.1000imagens.com/artigos/pdf/1000i_artigo19.pdf>. Acesso em: 27 set. 2010.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Algumas imagens !

          Postando algumas imagens de máquinas fotográficas antigas e digitais, além de celulares!

 ANTIGAS:



DIGITAIS E CELULARES:









Fonte: <http://www.google.com.br/imghp?hl=pt-BR&tab=wi>


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Fotografia

          Discutiremos hoje sobre a fotografia. Particularmente, gosto muito desta área, denominada arte de desenhar com luz.
A fotografia surgiu na primeira metade do século XIX, revolucionando as artes visuais. Sua evolução deve-se a astrônomos e físicos que observavam os eclipses solares por meio de câmeras obscuras, princípio básico da máquina fotográfica.(OLIVEIRA, ?, p. 1).
          Nomes como Angelo Sala, Johann Heinrich Schulze, Joseph Nicéphore Niépce, Daguerre, William Fox Talbot, Hércules Florence e George Eatsman - qiuímicos italianos, franceses, britânicos - descobriram compostos e formas capazes de captar e fixar imagens e deram os primeiros passos para o desenvolvimento da fotografia, bem como das máquinas fotográficas. Outro nome importante na história da fotografia é Leonardo da Vinci, que usufruiu da câmera obscura, acessório anterior à fotografia usada para esboçar pinturas. A pintura passou a ser, de certa forma, subsituída pela fotografia, como já dizia Benjamin (1987, p. 104). As máquinas fotográficas já foram descartáveis, criou-se a máquina de fotos instantâneas - a famosa Polaroid - fotos coloridas e em preto e branco. A fotografia acompanhou o avanço da tecnologia, e o que temos hoje são as máquinas digitais (e também os telefones celular) onde as fotos podem ser visualizadas imediatamente após o 'clic', apagadas instantaneamente se assim a pessoa desejar e, através de um cabo USB ou da ferramenta bluetooth (havendo compatibilidade de comunicação entre os aparelhos)  é possível tranferir as imagens para um computador - e até mesmo para uma televisão - e contemplá-las na tela do determinado aparelho. É possível, ainda, modificar fotografias em um computador utilizando programas como o photoshop.
          Pensando a fotografia como memória, como objetivo de perpetuar momentos históricos e pessoais, observamos que, especialmente os adolescentes e jovens de hoje, não tem mais a ideia de revelar fotos, exatamente pela conquista da imagem digital através da tecnologia. Tornou-se comum registrar fotos e selecionar as consideradas mais bonitas e que marcaram momentos importantes da vida pessoal para expô-las em redes sociais, como o orkut e o facebook. O quadro ou porta-retrato e o álbum 'palpável' já não são mais usados com frequência. O que vemos são álbuns virtuais com os mais variados títulos apresentando "pedaços" da vida da pessoa. Pensando em fatos históricos mais antigos, encontramos, principalmente, imagens registradas em suporte de papel (algumas hoje também digitalizadas). O fotojornalismo, que nada mais é que a fotografia de imprensa usada em notícias, informações culturais, entre outros assuntos., tem  também grande importância no 'mundo' fotográfico. Para organizar fotografias de forma que o encontro destas seja acessível, outra vez encontramos a preciosa figura do profissional bibliotecário, e também do arquivista. Seja para imagens em papel ou digitais, estes dois profissionais devem possuir técnicas e ferramentas para direcionar a organização de acervos fotográficos, principalmente em
[ . . . ] instituições e organismos a serviço da informação como museus, arquivos, bibliotecas, escolas, municípios, órgãos estatais e empresas privadas, que acumulam e mantêm grandes coleções de fotografias, usadas para descrever locias, as transformações e os eventos; explicar fenômenos científicos; como suporte pedagógico no contexto educacional; testemunhar acontecimentos históricos; auxiliar pesquisadores [ . . . ] (SILVA, 2007, p. 1)
          A fotografia, como diz Silva (2007, p. 5) "[ . . . ] requer um tratamento adequado." O autor destaca, ainda, que a fotografia é um instrumento de suma importância para pesquisadores,  e que é necessário questionar o seu conteúdo para que sirva na "[ . . . ] construção histórica da memória, seja coletiva ou individual [ . . . ]". Por fim, o bibliotecário e o arquivista, no contexto da fotografia (seja ela da época analógica ou digital), necessita mais que conhecimentos técnicos, precisa de "[ . . . ] capacidade cognitiva para avaliar o conteúdo das imagens, buscando compreender que o documento fotográfico tem uma natureza diferenciada, devido a sua linguagem não-textual [. . . ]" (SILVA, 2007, p. 5).



Referências

BENJAMIN, Walter. Pequena história da fotografia.  In: Obras escolhidas: magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1987.

OLIVEIRA, Erivam Morais de.  Da fotografia analógica à ascensão da fotografia digital. Disponível em: <http://www.bocc.uff.br/pag/oliveira-erivam-fotografia-analogica-fotografia-digital.pdf>. Acesso em: 20 set. 2010.

SILVA, Rosi Cristina da. O profissional da informação como mediador entre o documento e o usuário: a experiência do acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. 2007. Disponível em: <http://www.aargs.com.br/cna/anais/rosi_silva.pdf>. Acesso em: 20 set. 2010.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Avaliando um Blog !

          Achei a tarefa ótima de fazer. Colocar em prática algo que estudamos é a melhor forma de aprendermos de verdade, a teoria é de suma importância, mas a experiência reforça e produz mais conhecimento. O blog avaliado por mim - seguindo as instruções estabelecidas pela Profª Dra. Helen Rozados - foi o da Biblioteca Central da UFRGS. Abaixo, o quadro que consta a avaliação do blog:

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Profª Dra. Helen Rozados

Critérios para Avaliação de Blogs

CRITÉRIOS
ANÁLISE
Parâmetros gerais
Tipologia do blog (pessoal, institucional).
Institucional.
Têm objetivos concretos e bem definidos?
Sim. Ao lado direito da página há descrição clara dos objetivos, bem como o endereço eletrônico para contatar a equipe do blog para dar dicas e informações ligadas aos temas postados.
Se os objetivos estão definidos, os conteúdos se ajustam a eles?
Sim. Podemos observar que os conteúdos postados são informativos, constando publicações de livros e periódicos atuais, sites e novidades, ajudando os leitores do blog a se atualizarem. Ainda, há posts de pessoas que escreveram para a equipe do blog, como o de 6 de set. 2010.
Existe uma política editorial de aceitação de contribuições?
Sim. Os leitores do blog podem enviar para um endereço de e-mail designado na página as suas contribuições, que serão avaliadas e possivelmente postadas.
Tem domínio próprio?
Não.
Tem uma URL correta, clara e fácil de recordar?
Sim. É o próprio nome da Biblioteca: BC UFRGS.
Mostra, de forma precisa e completa, que conteúdos ou serviços oferece?
Sim. São apresentados os títulos dos posts do mês atual, os outros estão guardados em pastas (mensalmente). Há um link que remete ao Twitter da Biblioteca e indicações de outros links de serviços oferecidos pela Biblioteca.
A estrutura geral do blog está orientada ao usuário?
Sim. Há títulos que orientam o usuário onde ele está e onde encontrar o que precisa dentro do blog, como Arquivo do Blog e Colaboradores.
É coerente o desenho (layout) geral do blog?
Sim. Está simples, mas bem estruturado e organizado.
É atualizado periódicamente?
Sim. Há dias em que há mais de um post.
Oferece algum tipo de subscrição?
Há apenas o nome da Biblioteca e da universidade a qual ela está inserida.
Identidade, informação e serviços
A identidade do blog é mostrada claramente em todas as páginas?
Sim, em todas as páginas do blog permanecem o logotipo e os objetivos.
Existe informação sobre (s) criador(es) do blog?
Há os nomes dos colaboradores, e podemos ler apenas sobre um deles, pois pelo nome da colaboradora chegamos ao seu blog pessoal.
Existe um logotipo?
Sim.
O logotipo é significativo, identificável e visível?
Sim. Há a sigla BC e atrás desta um livro meio aberto, identificando a instituição como biblioteca.
Existe alguma forma de contato com os responsáveis pelo blog?
Somente pelo endereço eletrônico bcentral@bc.ufrgs.br
Nos posts:

- é mostrada claramente informação sobre o autor?
Quando o autor é um dos colaboradores do blog, vemos no final do post quem é, mas quando é um leitor o autor, vemos o nome logo abaixo do título. Este segundo é apresentado de forma mais direta e clara.
- é mostrada claramente a data de publicação?
Como no item anterior, a informação da data do autor-leitor é mais direta e clara, pois fica registrada logo após o seu nome.
- oferece links permanentes?
Sim.
É dada informação sobre número de usuários registrados e convidados?
Não há estas informações.
Existe um calendário de publicação?
Existem as pastas mensais onde estão armazenados os posts apresentados no mês.
Existe um arquivo onde consultar posts anteriores?
Através das pastas mensais, conseguimos acessar postagens mais antigas.
Existe alguma declaração ética?
Não, apenas os objetivos do blog.
Oferece links para outros blogs?
Existe para apenas um blog.
Oferece links externos a outros recursos de informação?
Sim. Há links que remetem ao catálogo das bibliotecas da UFRGS, consulta de teses e dissertações da mesma Instituição de Ensino, ao próprio site da BC e a um blog sobre a área da Ciência da Informação (CI). Neste último link, no entanto, ao clicarmos recebemos a seguinte mensagem: “Blog não encontrado”.
Apresenta uma lista de palavras-chave para cada post?
Na seção 'Arquivo do Blog' temos a lista inteira dos posts do mês.
Está traduzido em outros idiomas?
Não.
Existe algum tipo de controle sobre conteúdos polêmicos?
Pelos posts lidos, há todos os tipos de assuntos que abrangem a CI, tanto curiosidades quanto discussões mais relevantes.
Possui uma seção de ajuda?
Não.
O link da seção de “Ajuda” está colocado em uma zona visível?
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Oferece uma vista prévia antes de publicar?
O Blogger, ferramenta utilizada pela BC para publicar seus artigos, oferece a vista prévia antes da publicação.
Existe algum tipo de buscador?
Sim, do Google.
O buscador encontra-se facilmente acessível?
Sim, é uma das primeiras visualizações do lado direito da página do blog.
Permite a busca avançada?
Não.
Mostra os resultados de forma compreensível para o usuário?
Sim. Apresenta uma lista de resultados.
Dispõe de ajuda para realizar a busca?
Não.
Qual o número médio de comentários? (calcular sobre os 10 últimos posts).
Não há permissão para se fazer comentários no blog.
Estruturas e navegação
A estrutura de organização e navegação está adequada?
Os links permitem irmos de uma página para outra sem que nos percamos durante a navegação dentro do blog. Além disso, com apenas um clic, acessamos as informações.
Tem algum sistema de navegação distinto da navegação por datas?
Sim. Na parte designada como Inscrever-se, opção Postagens – Atom, visualizamos e acessamos os posts de outras formas, como por autor e título.
Os posts estão classificados tematicamente?
Não. Os posts estão colocados por data de publicação.
Que número de clics são necessários para ver os comentários aos posts?
Não há permissão para se fazer comentários no blog.
Que número de clics são necessários para fazer comentários aos posts?
Não há permissão para se fazer comentários no blog.
Os links são facilmente reconhecíveis como tais?
Sim. Estão na cor azul e sublinhados.
A caracterização dos links indica seu estado (visitados, ativos etc.)?
Não.
Existem elementos de navegação que orientem o usuário sobre onde está e como desfazer sua navegação?
Não.
Existem páginas “órfãos”?
Pelo que entendi sobre “páginas órfãos”, não há no blog.
Layout da página
São aproveitadas as zonas de alta hierarquia informativa da página para conteúdos de maior relevância?
Sim.
Foi evitada a sobrecarga informativa?
Sim.
É uma interface limpa, sem ruído visual?
Sim. Há imagens, além de texto, mas tudo organizado de forma coerente.
Existem zonas em “branco” entre os objetos informativos da página, para poder descansar a vista?
Não. A página é bem preenchida.
É feito um uso correto do espaço visual da página?
Sim.
É utilizada corretamente a hierarquia visual para expressar as relações do tipo “parte de” entre os elementos da página?
Sim. Conseguimos distinguir bem cada parte do blog.
Acessibilidade
O tamanho da fonte foi definido de forma relativa?
Sim. A fonte é de um tamanho possível para leitura, mas para quem deficiência visual a fonte não está adequada.
O tipo de fonte, efeitos tipográficos, tamanho da linha e alinhamento empregados facilitam a leitura?
O alinhamento poderia ser ‘justificado’ e onde tem imagens o texto começar abaixo delas, pois há alguns posts em que o texto inicia ao lado da imagem. O tipo de fonte está adequado.
Existe um alto contraste entre a cor da fonte e o fundo?
Não. As cores e o fundo são simples e claras.
Inclui um texto alternativo que descreve o conteúdo das imagens apresentadas?
Não há descrição sobre as imagens.
O site web é compatível com os diferentes navegadores?
Sim. Os navegadores que experimentei foram o Internet Explorer e o Mozilla.
Visualiza-se corretamente com diferentes resoluções de tela?
Sim.
Pode-se imprimir a página sem problemas?
Sim. Não houve problema de impressão.
Visibilidade
Link: Google.
Sim.
Link: Yahoo.
Sim.
Link: MSN.
Não.
PageRank
Não.
Twitter
Sim.
YouTube
Sim. Em alguns posts há vídeos que remetem ao Youtube.
Orkut
Não.
Facebook
Não.
Unik
Não.
Outros. Qual(is)?
Bloglines,Netvibes, Newgator.
Avaliação global (comentário pessoal)
A presente avaliação envolveu os principais critérios usados atualmente para observar a fidedignidade e adequação de fontes de informação na Internet. Os pontos mais destacados entre os critérios, comuns entre alguns autores que pensam sobre o assunto são: a autoridade – quem publica as informações – o conteúdo e os objetivos da página virtual, a consistência das informações – citações, referências – e a atualização, além de ser necessário observar o layout , incluindo tamanho de fontes, cores, disponibilização das informações. É de suma importância avaliar todas estas questões pensando em oferecer uma estrutura – em nosso caso – de blog com acesso fácil e informações fidedignas.

Avaliado por: Láis Moretto Costa
Data da avaliação: 13/09/2010





Fonte do quadro avaliativo

Adaptado de: JIMÉNEZ HIDALGO, Sonia; SALVADOR BRUNA, Javier. Evaluación formal de blogs con contenidos académicos y de investigación en el área de documentación. El Profesional de la Información, v.16, n. 2, p. 114-122, mar./abr. 2007.

Referência

TOMAÉL, Maria Inês. et al. Avaliação de fontes de informação na Internet: critérios de qualidade. [2001?]. Disponível em:


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Avaliando Blogs

          Avaliar informações na Internet é um dos pontos mais abordados na área da Ciência da Informação. Rodrigo Sales e Patrícia Pinheiro de Almeida, Luísa Alvim, Maria Inês Tomaél, entre outros autores, discutem sobre como podemos analisar as informações inseridas no 'mundo' virtual, especialmente quem faz pesquisas e estudos, mas sobretudo os bibliotecários, profissionais que há séculos trabalham com a busca, a seleção, o tratamento e a disseminação da informação. Nosso foco neste post é desenvolver aspectos importantes e necessários para se avaliar informações em blogs. Conforme Tomaél (2001?, p. 3) "[ . . . ] a Internet representa uma verdadeira revolução nos métodos de armazenagem, processamento e transmissão da informação.". Até uns 50 ou 60 anos atrás, nós tínhamos como suportes da informação o papel - o livro, o periódico, o folheto -  o rádio, a televisão, e hoje temos os mais variados suportes eletrônicos, abrigados na Internet. Autores como L. Codina (apud ALVIM, 2008), Auer (apud ALVIM, 2008) e Tomaél (2001?), através de pesquisas, apresentam critérios que são essenciais e devem ser considerados na avaliação de sites da Internet. Selecionei os critérios em comum entre estes autores, pensando em como devemos analisar e tirar conclusões se um blog pode ser considerado fidedigno nas informações que posta, ou não. É possível veificar os detalhes destes critérios lendo na íntegra as referências citadas.
          O primeiro critério em comum é a autoridade, ou seja, quem é o responsável pelo blog, qual a sua formação profissional. Assim como quando vamos ler um texto impresso ou um livro, é de suma importância investigarmos a vida do(s) autor(es) no que diz respeito as suas qualificações, dependendo do que verificarmos, este autor será considerado uma autoridade no que estiver passando como informação, e mais do que isso, como conhecimento. Temos um segundo critério importantíssimo, o conteúdo do blog, precisamos questionar qual o valor, a utilidade das informações e até a quantidade destas, pois muita informação não quer dizer que haja qualidade em um texto. Partindo daqui podemos falar também de outro critério a ser usado na avaliação de blogs, a precisão. Um blog, principalmente um que tenha a intenção de disseminar informações relacionadas a pesquisa e estudo, será consistente se tiver referências e citações de outras pessoas nos seus posts, não deixando, claro, de avaliar quem são as pessoas citadas. A atualidade é outro ponto que devemos observar: qual é a frequência de novos posts acrescentados no blog? Além disso: as informações são atuais, novas, há mais de uma pessoa desenvolvendo questões em torno do que se está tratando no texto? Respostas positivas a estes questionamentos nos apresentarão seriedade, transparência, fidedgnidade das informações. Podemos pensar ainda no lay out do blog, em como as informações estão disponibilizadas na página Web. Tomaél (2001?, p. 5) diz que "A apresentação das informações em uma fonte deve, primeiramente, estar organizada para possibilitar o uso eficiente de seus recursos e depois ser agradável aos olhos do seu usuário. Os dois aspectos se complementam."

          Como observa Sales e Almeida (2007), "[ . . . ] são vários os trabalhos voltados à avaliação de fontes de informação [ . . . ] embora haja critérios de avaliação diferentes em cada pesquisa, aspectos como autoridade, cobertura/abrangência, conteúdo, confiabilidade, atualização e usabilidade são itens convergentes nos respectivos trabalhos." A figura do profissional bibliotecário neste contexto de avaliação de fontes de informação da Internet é elementar, como Alvim (2008, p. 8) diz, "Enquanto profissionais da informação, somos mediadores de novos conteúdos e temos a possibilidade de intervir na disseminação das novidades do domínio científico em que trabalhamos e estudamos.". Para finalizar o nosso pensar sobre a informação hoje, cito o que Alvim (2008, p. 8) conclui sobre a análise de blogs: "A análise desta ferramenta está longe de ser global, outros factores deverão ser estudados, no âmbito do desenvolvimento vertiginoso dos blogues."


Referências

ALVIM, Luísa. Avaliação da qualidade de blogues. 2008. 13 p. Trabalho apresentado como requisito parcial para aprovação na disciplina Ergonomia Cognitiva, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal, 2008.

SALES, Rodrigo de; ALMEIDA, Patrícia Pinheiro de. Avaliação de fontes de informação na Internet: avaliando o site do Nupill/UFSC. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v. 4, n. 2, p. 67-87, jan./jun. 2007. Disponível em:
<www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/include/getdoc.php?id=391>. Acesso em: 31 ago. 2010.

TOMAÉL, Maria Inês. et al. Avaliação de fontes de informação na Internet: critérios de qualidade. [2001?]. Disponível em: <http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/viewFile/293/216.>. Acesso em: 26 ago. 2010.