terça-feira, 28 de setembro de 2010

Bancos de imagens digitais

          Estamos vivendo em um mundo onde a imagem predomina. "Estejam elas fixas ou em movimento, as imagens acompanham quase cada instante do nosso quotidiano." (ACHUTTI, 2004, p. 101). Olhando ao nosso redor, perceberemos claramente que as imagens fazem parte da nossa rotina: nas ruas vemos nos outdoors, muros, banners, nas placas, faixas (no momento atual, há muitos banners e muitas faixas com fotos de candidatos à política!). Em locais de trabalho, como prédios, escritórios, restaurantes, lancherias, etc., podemos observar imagens em quadros com fotos de diretores, presidentes, funcionários do mês; em cartazes ou quadros de avisos, em crachás de identificação dos trabalhadores. Vemos ainda, e especialmente tratando neste post, imagens digitais espalhadas pelos vários bancos de imagens na Internet.
          O aprimoramento da tecnologia proporcionou o aumento do número de imagens disponibilizadas ao público geral da Internet, bem como o acesso facilitado, ou seja, uma pessoa pode ser criadora de imagens - e vídeos - além de consumidora, mesmo que esta pessoa possua conhecimentos superficiais sobre o assunto. 
Os aparelhos fotográficos são hoje mais compactos. Eles foram automatizados e oferecem inúmeras possibilidades, como o foco automático, fotômetro, objetivas com distância focal variável (leves) e motores destinados a fazer sequências de fotos, possibilidades que, até alguns anos, eram estritamente reservadas aos profissionais. (ACHUTTI, 2004, p. 101)
          Alguns bancos de imagens (locais onde fotografias ficam armazenadas) permitem o acesso e uso (cópia) da imagem, por outro lado, há bancos que só tornam disponíveis para o uso se o usuário pagar o valor estipulado pela administração do site. Cito como exemplo de livre utilização das fotografias o banco de imagens "1000 imagens" (http://www.1000imagens.com/), onde temos a possibilidade de fazer dowloads das fotografias para uso. Cada fotografia disponibilizada tem a sua identificação no 'pé da imagem', com o nome do banco de imagens e do autor do 'click' e, além disso, há a descrição da imagem e logo abaixo desta uma caixa de comentário, onde o usuário do site tem o privilégio de dar a sua opinião sobre a foto. Encontramos ainda, ao longo do banco, entre outros pontos, artigos sobre fotografia.
          Importante lembrarmos algumas questões dos direitos autorais. No artigo 1º do Código dos Direitos do Autor (apud PEREIRA, 2006, p. 1) diz que "Consideram-se obras as criações intelectuais do domínio literário, científico e artístico, por qualquer modo exteriorizadas, que, como tais, são protegidas nos termos deste Código, incluindo-se nesta protecção os direitos dos respectivos autores." O que este artigo quer explicar é que uma fotografia que ainda não tenha sido revelada, ou impressa, ou disponibilizada em algum computador ou no meio virtual, não tem o direito de proteção. Mas o autor Pereira (2006, p. 2) continua sua discussão dizendo que "O direito do autor pertence ao fotógrafo, salvo disposição expressa em contrário e é reconhecido independentemente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade." e que "O direito do autor sobre obra fotográfica ou obtida por qualquer processo análogo ao da fotografia, caduca, na falta de disposição especial, 70 anos após a morte do criador intelectual, mesmo que a obra só tenha sido publicada ou divulgada postumamente e esta cai no domínio público.". O autor da fotografia pode reproduzir, disseminar e comercializar a sua obra, mas com algumas restrições, conforme Pereira (2006, p. 3).
          Hoje ficaremos por aqui na questão de bancos de imagens, há ainda outras questões a serem abordadas em relação à fotografia que discutiremos em outro momento neste blog.   



Referências

ACHUTTI, Luiz Eduardo Robinson. Fotoetnografia da Biblioteca Jardim. Porto Alegre: Editora da UFRGS, Tomo Editorial, 2004.

PEREIRA, Mário. Fotografia e direitos do autor. Revista SuperFoto Prática, [s.l.], 2006. Disponível em: <www.1000imagens.com/artigos/pdf/1000i_artigo19.pdf>. Acesso em: 27 set. 2010.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Algumas imagens !

          Postando algumas imagens de máquinas fotográficas antigas e digitais, além de celulares!

 ANTIGAS:



DIGITAIS E CELULARES:









Fonte: <http://www.google.com.br/imghp?hl=pt-BR&tab=wi>


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Fotografia

          Discutiremos hoje sobre a fotografia. Particularmente, gosto muito desta área, denominada arte de desenhar com luz.
A fotografia surgiu na primeira metade do século XIX, revolucionando as artes visuais. Sua evolução deve-se a astrônomos e físicos que observavam os eclipses solares por meio de câmeras obscuras, princípio básico da máquina fotográfica.(OLIVEIRA, ?, p. 1).
          Nomes como Angelo Sala, Johann Heinrich Schulze, Joseph Nicéphore Niépce, Daguerre, William Fox Talbot, Hércules Florence e George Eatsman - qiuímicos italianos, franceses, britânicos - descobriram compostos e formas capazes de captar e fixar imagens e deram os primeiros passos para o desenvolvimento da fotografia, bem como das máquinas fotográficas. Outro nome importante na história da fotografia é Leonardo da Vinci, que usufruiu da câmera obscura, acessório anterior à fotografia usada para esboçar pinturas. A pintura passou a ser, de certa forma, subsituída pela fotografia, como já dizia Benjamin (1987, p. 104). As máquinas fotográficas já foram descartáveis, criou-se a máquina de fotos instantâneas - a famosa Polaroid - fotos coloridas e em preto e branco. A fotografia acompanhou o avanço da tecnologia, e o que temos hoje são as máquinas digitais (e também os telefones celular) onde as fotos podem ser visualizadas imediatamente após o 'clic', apagadas instantaneamente se assim a pessoa desejar e, através de um cabo USB ou da ferramenta bluetooth (havendo compatibilidade de comunicação entre os aparelhos)  é possível tranferir as imagens para um computador - e até mesmo para uma televisão - e contemplá-las na tela do determinado aparelho. É possível, ainda, modificar fotografias em um computador utilizando programas como o photoshop.
          Pensando a fotografia como memória, como objetivo de perpetuar momentos históricos e pessoais, observamos que, especialmente os adolescentes e jovens de hoje, não tem mais a ideia de revelar fotos, exatamente pela conquista da imagem digital através da tecnologia. Tornou-se comum registrar fotos e selecionar as consideradas mais bonitas e que marcaram momentos importantes da vida pessoal para expô-las em redes sociais, como o orkut e o facebook. O quadro ou porta-retrato e o álbum 'palpável' já não são mais usados com frequência. O que vemos são álbuns virtuais com os mais variados títulos apresentando "pedaços" da vida da pessoa. Pensando em fatos históricos mais antigos, encontramos, principalmente, imagens registradas em suporte de papel (algumas hoje também digitalizadas). O fotojornalismo, que nada mais é que a fotografia de imprensa usada em notícias, informações culturais, entre outros assuntos., tem  também grande importância no 'mundo' fotográfico. Para organizar fotografias de forma que o encontro destas seja acessível, outra vez encontramos a preciosa figura do profissional bibliotecário, e também do arquivista. Seja para imagens em papel ou digitais, estes dois profissionais devem possuir técnicas e ferramentas para direcionar a organização de acervos fotográficos, principalmente em
[ . . . ] instituições e organismos a serviço da informação como museus, arquivos, bibliotecas, escolas, municípios, órgãos estatais e empresas privadas, que acumulam e mantêm grandes coleções de fotografias, usadas para descrever locias, as transformações e os eventos; explicar fenômenos científicos; como suporte pedagógico no contexto educacional; testemunhar acontecimentos históricos; auxiliar pesquisadores [ . . . ] (SILVA, 2007, p. 1)
          A fotografia, como diz Silva (2007, p. 5) "[ . . . ] requer um tratamento adequado." O autor destaca, ainda, que a fotografia é um instrumento de suma importância para pesquisadores,  e que é necessário questionar o seu conteúdo para que sirva na "[ . . . ] construção histórica da memória, seja coletiva ou individual [ . . . ]". Por fim, o bibliotecário e o arquivista, no contexto da fotografia (seja ela da época analógica ou digital), necessita mais que conhecimentos técnicos, precisa de "[ . . . ] capacidade cognitiva para avaliar o conteúdo das imagens, buscando compreender que o documento fotográfico tem uma natureza diferenciada, devido a sua linguagem não-textual [. . . ]" (SILVA, 2007, p. 5).



Referências

BENJAMIN, Walter. Pequena história da fotografia.  In: Obras escolhidas: magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1987.

OLIVEIRA, Erivam Morais de.  Da fotografia analógica à ascensão da fotografia digital. Disponível em: <http://www.bocc.uff.br/pag/oliveira-erivam-fotografia-analogica-fotografia-digital.pdf>. Acesso em: 20 set. 2010.

SILVA, Rosi Cristina da. O profissional da informação como mediador entre o documento e o usuário: a experiência do acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco. 2007. Disponível em: <http://www.aargs.com.br/cna/anais/rosi_silva.pdf>. Acesso em: 20 set. 2010.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Avaliando um Blog !

          Achei a tarefa ótima de fazer. Colocar em prática algo que estudamos é a melhor forma de aprendermos de verdade, a teoria é de suma importância, mas a experiência reforça e produz mais conhecimento. O blog avaliado por mim - seguindo as instruções estabelecidas pela Profª Dra. Helen Rozados - foi o da Biblioteca Central da UFRGS. Abaixo, o quadro que consta a avaliação do blog:

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Profª Dra. Helen Rozados

Critérios para Avaliação de Blogs

CRITÉRIOS
ANÁLISE
Parâmetros gerais
Tipologia do blog (pessoal, institucional).
Institucional.
Têm objetivos concretos e bem definidos?
Sim. Ao lado direito da página há descrição clara dos objetivos, bem como o endereço eletrônico para contatar a equipe do blog para dar dicas e informações ligadas aos temas postados.
Se os objetivos estão definidos, os conteúdos se ajustam a eles?
Sim. Podemos observar que os conteúdos postados são informativos, constando publicações de livros e periódicos atuais, sites e novidades, ajudando os leitores do blog a se atualizarem. Ainda, há posts de pessoas que escreveram para a equipe do blog, como o de 6 de set. 2010.
Existe uma política editorial de aceitação de contribuições?
Sim. Os leitores do blog podem enviar para um endereço de e-mail designado na página as suas contribuições, que serão avaliadas e possivelmente postadas.
Tem domínio próprio?
Não.
Tem uma URL correta, clara e fácil de recordar?
Sim. É o próprio nome da Biblioteca: BC UFRGS.
Mostra, de forma precisa e completa, que conteúdos ou serviços oferece?
Sim. São apresentados os títulos dos posts do mês atual, os outros estão guardados em pastas (mensalmente). Há um link que remete ao Twitter da Biblioteca e indicações de outros links de serviços oferecidos pela Biblioteca.
A estrutura geral do blog está orientada ao usuário?
Sim. Há títulos que orientam o usuário onde ele está e onde encontrar o que precisa dentro do blog, como Arquivo do Blog e Colaboradores.
É coerente o desenho (layout) geral do blog?
Sim. Está simples, mas bem estruturado e organizado.
É atualizado periódicamente?
Sim. Há dias em que há mais de um post.
Oferece algum tipo de subscrição?
Há apenas o nome da Biblioteca e da universidade a qual ela está inserida.
Identidade, informação e serviços
A identidade do blog é mostrada claramente em todas as páginas?
Sim, em todas as páginas do blog permanecem o logotipo e os objetivos.
Existe informação sobre (s) criador(es) do blog?
Há os nomes dos colaboradores, e podemos ler apenas sobre um deles, pois pelo nome da colaboradora chegamos ao seu blog pessoal.
Existe um logotipo?
Sim.
O logotipo é significativo, identificável e visível?
Sim. Há a sigla BC e atrás desta um livro meio aberto, identificando a instituição como biblioteca.
Existe alguma forma de contato com os responsáveis pelo blog?
Somente pelo endereço eletrônico bcentral@bc.ufrgs.br
Nos posts:

- é mostrada claramente informação sobre o autor?
Quando o autor é um dos colaboradores do blog, vemos no final do post quem é, mas quando é um leitor o autor, vemos o nome logo abaixo do título. Este segundo é apresentado de forma mais direta e clara.
- é mostrada claramente a data de publicação?
Como no item anterior, a informação da data do autor-leitor é mais direta e clara, pois fica registrada logo após o seu nome.
- oferece links permanentes?
Sim.
É dada informação sobre número de usuários registrados e convidados?
Não há estas informações.
Existe um calendário de publicação?
Existem as pastas mensais onde estão armazenados os posts apresentados no mês.
Existe um arquivo onde consultar posts anteriores?
Através das pastas mensais, conseguimos acessar postagens mais antigas.
Existe alguma declaração ética?
Não, apenas os objetivos do blog.
Oferece links para outros blogs?
Existe para apenas um blog.
Oferece links externos a outros recursos de informação?
Sim. Há links que remetem ao catálogo das bibliotecas da UFRGS, consulta de teses e dissertações da mesma Instituição de Ensino, ao próprio site da BC e a um blog sobre a área da Ciência da Informação (CI). Neste último link, no entanto, ao clicarmos recebemos a seguinte mensagem: “Blog não encontrado”.
Apresenta uma lista de palavras-chave para cada post?
Na seção 'Arquivo do Blog' temos a lista inteira dos posts do mês.
Está traduzido em outros idiomas?
Não.
Existe algum tipo de controle sobre conteúdos polêmicos?
Pelos posts lidos, há todos os tipos de assuntos que abrangem a CI, tanto curiosidades quanto discussões mais relevantes.
Possui uma seção de ajuda?
Não.
O link da seção de “Ajuda” está colocado em uma zona visível?
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Oferece uma vista prévia antes de publicar?
O Blogger, ferramenta utilizada pela BC para publicar seus artigos, oferece a vista prévia antes da publicação.
Existe algum tipo de buscador?
Sim, do Google.
O buscador encontra-se facilmente acessível?
Sim, é uma das primeiras visualizações do lado direito da página do blog.
Permite a busca avançada?
Não.
Mostra os resultados de forma compreensível para o usuário?
Sim. Apresenta uma lista de resultados.
Dispõe de ajuda para realizar a busca?
Não.
Qual o número médio de comentários? (calcular sobre os 10 últimos posts).
Não há permissão para se fazer comentários no blog.
Estruturas e navegação
A estrutura de organização e navegação está adequada?
Os links permitem irmos de uma página para outra sem que nos percamos durante a navegação dentro do blog. Além disso, com apenas um clic, acessamos as informações.
Tem algum sistema de navegação distinto da navegação por datas?
Sim. Na parte designada como Inscrever-se, opção Postagens – Atom, visualizamos e acessamos os posts de outras formas, como por autor e título.
Os posts estão classificados tematicamente?
Não. Os posts estão colocados por data de publicação.
Que número de clics são necessários para ver os comentários aos posts?
Não há permissão para se fazer comentários no blog.
Que número de clics são necessários para fazer comentários aos posts?
Não há permissão para se fazer comentários no blog.
Os links são facilmente reconhecíveis como tais?
Sim. Estão na cor azul e sublinhados.
A caracterização dos links indica seu estado (visitados, ativos etc.)?
Não.
Existem elementos de navegação que orientem o usuário sobre onde está e como desfazer sua navegação?
Não.
Existem páginas “órfãos”?
Pelo que entendi sobre “páginas órfãos”, não há no blog.
Layout da página
São aproveitadas as zonas de alta hierarquia informativa da página para conteúdos de maior relevância?
Sim.
Foi evitada a sobrecarga informativa?
Sim.
É uma interface limpa, sem ruído visual?
Sim. Há imagens, além de texto, mas tudo organizado de forma coerente.
Existem zonas em “branco” entre os objetos informativos da página, para poder descansar a vista?
Não. A página é bem preenchida.
É feito um uso correto do espaço visual da página?
Sim.
É utilizada corretamente a hierarquia visual para expressar as relações do tipo “parte de” entre os elementos da página?
Sim. Conseguimos distinguir bem cada parte do blog.
Acessibilidade
O tamanho da fonte foi definido de forma relativa?
Sim. A fonte é de um tamanho possível para leitura, mas para quem deficiência visual a fonte não está adequada.
O tipo de fonte, efeitos tipográficos, tamanho da linha e alinhamento empregados facilitam a leitura?
O alinhamento poderia ser ‘justificado’ e onde tem imagens o texto começar abaixo delas, pois há alguns posts em que o texto inicia ao lado da imagem. O tipo de fonte está adequado.
Existe um alto contraste entre a cor da fonte e o fundo?
Não. As cores e o fundo são simples e claras.
Inclui um texto alternativo que descreve o conteúdo das imagens apresentadas?
Não há descrição sobre as imagens.
O site web é compatível com os diferentes navegadores?
Sim. Os navegadores que experimentei foram o Internet Explorer e o Mozilla.
Visualiza-se corretamente com diferentes resoluções de tela?
Sim.
Pode-se imprimir a página sem problemas?
Sim. Não houve problema de impressão.
Visibilidade
Link: Google.
Sim.
Link: Yahoo.
Sim.
Link: MSN.
Não.
PageRank
Não.
Twitter
Sim.
YouTube
Sim. Em alguns posts há vídeos que remetem ao Youtube.
Orkut
Não.
Facebook
Não.
Unik
Não.
Outros. Qual(is)?
Bloglines,Netvibes, Newgator.
Avaliação global (comentário pessoal)
A presente avaliação envolveu os principais critérios usados atualmente para observar a fidedignidade e adequação de fontes de informação na Internet. Os pontos mais destacados entre os critérios, comuns entre alguns autores que pensam sobre o assunto são: a autoridade – quem publica as informações – o conteúdo e os objetivos da página virtual, a consistência das informações – citações, referências – e a atualização, além de ser necessário observar o layout , incluindo tamanho de fontes, cores, disponibilização das informações. É de suma importância avaliar todas estas questões pensando em oferecer uma estrutura – em nosso caso – de blog com acesso fácil e informações fidedignas.

Avaliado por: Láis Moretto Costa
Data da avaliação: 13/09/2010





Fonte do quadro avaliativo

Adaptado de: JIMÉNEZ HIDALGO, Sonia; SALVADOR BRUNA, Javier. Evaluación formal de blogs con contenidos académicos y de investigación en el área de documentación. El Profesional de la Información, v.16, n. 2, p. 114-122, mar./abr. 2007.

Referência

TOMAÉL, Maria Inês. et al. Avaliação de fontes de informação na Internet: critérios de qualidade. [2001?]. Disponível em:


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Avaliando Blogs

          Avaliar informações na Internet é um dos pontos mais abordados na área da Ciência da Informação. Rodrigo Sales e Patrícia Pinheiro de Almeida, Luísa Alvim, Maria Inês Tomaél, entre outros autores, discutem sobre como podemos analisar as informações inseridas no 'mundo' virtual, especialmente quem faz pesquisas e estudos, mas sobretudo os bibliotecários, profissionais que há séculos trabalham com a busca, a seleção, o tratamento e a disseminação da informação. Nosso foco neste post é desenvolver aspectos importantes e necessários para se avaliar informações em blogs. Conforme Tomaél (2001?, p. 3) "[ . . . ] a Internet representa uma verdadeira revolução nos métodos de armazenagem, processamento e transmissão da informação.". Até uns 50 ou 60 anos atrás, nós tínhamos como suportes da informação o papel - o livro, o periódico, o folheto -  o rádio, a televisão, e hoje temos os mais variados suportes eletrônicos, abrigados na Internet. Autores como L. Codina (apud ALVIM, 2008), Auer (apud ALVIM, 2008) e Tomaél (2001?), através de pesquisas, apresentam critérios que são essenciais e devem ser considerados na avaliação de sites da Internet. Selecionei os critérios em comum entre estes autores, pensando em como devemos analisar e tirar conclusões se um blog pode ser considerado fidedigno nas informações que posta, ou não. É possível veificar os detalhes destes critérios lendo na íntegra as referências citadas.
          O primeiro critério em comum é a autoridade, ou seja, quem é o responsável pelo blog, qual a sua formação profissional. Assim como quando vamos ler um texto impresso ou um livro, é de suma importância investigarmos a vida do(s) autor(es) no que diz respeito as suas qualificações, dependendo do que verificarmos, este autor será considerado uma autoridade no que estiver passando como informação, e mais do que isso, como conhecimento. Temos um segundo critério importantíssimo, o conteúdo do blog, precisamos questionar qual o valor, a utilidade das informações e até a quantidade destas, pois muita informação não quer dizer que haja qualidade em um texto. Partindo daqui podemos falar também de outro critério a ser usado na avaliação de blogs, a precisão. Um blog, principalmente um que tenha a intenção de disseminar informações relacionadas a pesquisa e estudo, será consistente se tiver referências e citações de outras pessoas nos seus posts, não deixando, claro, de avaliar quem são as pessoas citadas. A atualidade é outro ponto que devemos observar: qual é a frequência de novos posts acrescentados no blog? Além disso: as informações são atuais, novas, há mais de uma pessoa desenvolvendo questões em torno do que se está tratando no texto? Respostas positivas a estes questionamentos nos apresentarão seriedade, transparência, fidedgnidade das informações. Podemos pensar ainda no lay out do blog, em como as informações estão disponibilizadas na página Web. Tomaél (2001?, p. 5) diz que "A apresentação das informações em uma fonte deve, primeiramente, estar organizada para possibilitar o uso eficiente de seus recursos e depois ser agradável aos olhos do seu usuário. Os dois aspectos se complementam."

          Como observa Sales e Almeida (2007), "[ . . . ] são vários os trabalhos voltados à avaliação de fontes de informação [ . . . ] embora haja critérios de avaliação diferentes em cada pesquisa, aspectos como autoridade, cobertura/abrangência, conteúdo, confiabilidade, atualização e usabilidade são itens convergentes nos respectivos trabalhos." A figura do profissional bibliotecário neste contexto de avaliação de fontes de informação da Internet é elementar, como Alvim (2008, p. 8) diz, "Enquanto profissionais da informação, somos mediadores de novos conteúdos e temos a possibilidade de intervir na disseminação das novidades do domínio científico em que trabalhamos e estudamos.". Para finalizar o nosso pensar sobre a informação hoje, cito o que Alvim (2008, p. 8) conclui sobre a análise de blogs: "A análise desta ferramenta está longe de ser global, outros factores deverão ser estudados, no âmbito do desenvolvimento vertiginoso dos blogues."


Referências

ALVIM, Luísa. Avaliação da qualidade de blogues. 2008. 13 p. Trabalho apresentado como requisito parcial para aprovação na disciplina Ergonomia Cognitiva, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal, 2008.

SALES, Rodrigo de; ALMEIDA, Patrícia Pinheiro de. Avaliação de fontes de informação na Internet: avaliando o site do Nupill/UFSC. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v. 4, n. 2, p. 67-87, jan./jun. 2007. Disponível em:
<www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/include/getdoc.php?id=391>. Acesso em: 31 ago. 2010.

TOMAÉL, Maria Inês. et al. Avaliação de fontes de informação na Internet: critérios de qualidade. [2001?]. Disponível em: <http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/viewFile/293/216.>. Acesso em: 26 ago. 2010.