sexta-feira, 16 de março de 2012

Os guardiões dos livros !

      Por meio de um decreto federal, surgiu nos porões da Biblioteca Nacional o primeiro curso de Biblioteconomia do país e o terceiro do mundo. Criado no dia 11 de julho de 1911, o curso só começou a funcionar mesmo em 1915, e desde então passou por constantes reformas, que acompanharam as mudanças na concepção do que é ser bibliotecário. Este mês, para relembrar essa história, a BN promove uma série de comemorações em parceria com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), sede do aniversariante desde 1970.
      Um dos destaques será uma mostra com obras do século XVI ao XX dos mais conhecidos autores mundiais da área, na Divisão de Obras Raras, a partir do dia 11. A exposição ganhará um catálogo digital e será apenas uma parte da festa. Além dela, será realizado um seminário na BN, no dia 12 deste mês, em que bibliotecários e pesquisadores relembrarão os passos dados pelo curso ao longo do século, e também visitas guiadas à instituição em horários especiais. Para o ano que vem, os funcionários preparam uma publicação sobre a história do aniversariante em número especial dos Anais da Biblioteca Nacional. “Com isso, queremos fomentar as relações entre a BN e a Escola de Biblioteconomia da Unirio”, diz Ana Virgínia Pinheiro, chefe da Divisão de Obras Raras.
      No início, as aulas eram mantidas com o objetivo de formar funcionários para trabalhar com o acervo da fundação: ser bibliotecário era ser um erudito, conhecedor e bom organizador do acervo específico para auxiliar o leitor que ali chegasse para fazer determinada pesquisa. Com o passar do tempo, a ideia mudou. O curso foi incluído no ensino superior, foi reformulado e ganhou novas disciplinas, para o estudo de outras áreas de conhecimento. A concepção da profissão se renovava e a proliferação de graduações em Biblioteconomia pelo país incentivava ainda mais a regulamentação do ofício, ligado à organização, análise e gestão de informação.
      “A partir dos anos 1970, passa-se a querer profissionais capazes de lidar com usuários que apresentam necessidades específicas. Além disso, só se formavam bibliotecários para bibliotecas públicas e escolares. O foco se deslocaria cada vez mais da biblioteca e das técnicas e métodos de sua organização para o usuário e seus modos de lidar com a informação”, explica Marcos Miranda, professor do curso da Unirio.
      Hoje, existem 39 cursos de Biblioteconomia no país, formando profissionais para atuar não só na organização, análise e tratamento de livros, mas também com publicação e informação de qualquer natureza, incluindo a digital.

--> Texto publicado no site Revista de História.com.br
      Acesse o link:

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Atuação do profissional Bibliotecário !

Bancos, empresas públicas e privadas, bibliotecas comunitárias, universidades, escolas em geral, hospitais...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Poesia

Em homenagem ao meu pai, Antônio Carlos, grande fã de Mário Quintana:

CANÇÃO DA PRIMAVERA
Primavera cruza o rio
Cruza o sonho que tu sonhas.
Na cidade adormecida
Primavera vem chegando.

Catavento enlouqueceu,
Ficou girando, girando.
Em torno do catavento
Dancemos todos em bando.

Dancemos todos, dancemos,
Amadas, Mortos, Amigos,
Dancemos todos até
Não mais saber-se o motivo...

Até que as paineiras tenham
Por sobre os muros florido!


POEMNHA DO CONTRA
Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho
Eles passarão...
Eu passarinho!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Novos colaboradores !

Olá acompanhantes do BiblioInformação ! Quanto tempo!

O nome do blog passou a ser BiblioInformação ! e não mais BiblioInforma !

Mais uma novidade:
Convidei para serem colaboradores do blog três pessoas muito especiais: meu pai - Antônio Carlos - e minhas irmãs, Aline e Giedre. A Gi é formada como Educadora Física pela PUCRS, com especialização em Esportes Coletivos pela mesma Universidade. Ela possui, entre outras, duas experiências as quais se dedica com paixão, amor, inteligência e criatividade: trabalha com idosos elaborando e realizando com eles atividades físicas e cognitivas, adaptando-as para aqueles que tem mais dificuldades com determinados movimentos do corpo, assim incluindo todos nas suas aulas; trabalha também com crianças, pré-adolescentes e adolescentes da Escola Bíblica Dominical (EBD), onde ela ensina lições bíblicas e faz atividades e brincadeiras na quadra de esportes da igreja (Escola Bíblica e Esporte). A Aline é estudante de Letras da UFRGS e teve um período de experiência em dar aulas para crianças de 5 a 7 anos de idade também da EBD. Como futura professora de português e língua espanhola, aguarda oportunidades para começar a por em prática o seu conhecimento! O pai é um experiente professor de Matemática, há mais de 30 anos! É formado pela UFRGS, já aposentado pelo Estado, mas ainda atuando como professor de alunos do Ensino Médio de uma escola particular. Tem experiências em escolas particulares, pública e em curso pré-vestibular. Os três irão colaborar com dicas de leitura, frases, poemas, assuntos referentes as suas áreas de atuação.
          Como Técnica em Biblioteconomia e futura Bibliotecária, prezo muito o trabalho de professor, seja qual for a sua área de atuação. É essencial que haja a comunicação e o trabalho em conjunto entre bibliotecários e professores, pois juntos podemos proporcionar serviços, atividades e aulas com mais qualidade, que estimulem à leitura, ao aprendizado, à autonomia, ao conhecimento e à busca pela informação.

Tenham todos uma ótima semana!

sábado, 9 de julho de 2011

Plano Municipal do Livro e Leitura (PMLL)

Olá a todos!!!!

Deem uma lida no PMLL, vamos acompanhar esse passo tão importante para o povo de Porto Alegre e os profissionais da área da biblioteconomia!


Cliquem no link: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/pmll/






Bom final de semana!

sábado, 4 de junho de 2011

Música !

          Alguém já se pegou "viajando na sua imaginação" escutando música? Já recebeu uma lição de vida, resolveu tomar uma atitude, percebeu que não valia a pena ficar com aquela pessoa, teve ideias para um trabalho, sentiu saudade de alguém,  raiva, se emocionou, chorou, deu gargalhadas... tudo isso escutado músicas? Quem aprecia ler livros, gibis, jornais, revistas, fotos, imagens, também tem estes sentimentos e aprende lições de vida valiosas. A música é outro tipo de leitura que é maravilhosa, pois ela pode nos divertir, nos acalmar, nos ajudar a colocar as dores do coração para fora, nos fazer ficar mais apaixonados ainda por quem amamos... enfim. Eu já senti e vivi estas coisas por causa da música. Ela nos passa informações muitas vezes preciosas. É uma das coisas mais lindas que Deus criou e deu a alguns seres a habilidade, o talento, dom para produzir, tocar, cantar, escutar...

          Eu gosto demais de muitas músicas, muitos sons, vários cantores, bandas, estilos musicais (não todos os estilos, mas principalmente pop, rock e instrumentais). Escolhi para deixar para vocês neste post uma música cujo título é  "Livin on a Prayer" (Vivendo em Oração), da banda Bon Jovi. Esta música apresenta dois personagens que juntos procuram vencer as dificuldades da vida. Assim, resumidamente, foi como interpretei a letra, e nela percebi semelhanças com a vida de muitas pessoas... Sinto como se estivesse lendo um livro de romance quando escuto esta música!

Façam um bom proveito do vídeo!



Um abraço a todos!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Mais fotografias !

Pessoal,

          Umas das formas de leitura que existem são as imagens, e particularmente sou apaixonada por ler fotografias, elas dizem muita coisa! Lendo o jornal Zero Hora no endereço eletrônico
http://www.clicrbs.com.br/zerohora, vi a Galeria de Fotos Gaúchos pelo Brasil - Brasil de Bombachas, muito show! O mais interessante é a interatividade que a Galeria propõe: podemos participar enviando fotos para o site publicar!


Uma das fotos mais lindas que achei foi a da cuia de chimarrão diante de uma árvore e do pôr-do-sol!

Beijos!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

BiblioFotoTeca !

Olá, leitores do BiblioInforma !

          Eu estava com saudade de publicar aqui, por isso arrumei um tempinho para apresentar (para quem ainda não conhece) um blog muito interessante que eu amei, o BiblioFotoTeca. Ele une três coisas que gosto demais: LIVRO, BIBLIOTECA e FOTOGRAFIA.

          Confiram: http://bibliofototeca.blogspot.com/


Fonte: BiblioFotoTeca

Um abraço a todos!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Tempo !

          Queridos acompanhantes do BiblioInforma !

          Durante os próximos meses provavelmente não postarei nada no blog... estou numa correria danada! E quem não está, não é? Infelizmente no momento preciso parar com algumas atividades para poder executar outras, e escrever para o BiblioInforma ! é uma das coisas que darei um tempo... mas retornarei logo!

          Deixo a vocês dois pensamentos:

"A leitura torna o homem completo; a conversação torna-o ágil, e o escrever dá-lhe precisão." (Francis Bacon)

"Um livro é como uma janela. Quem não o lê, é como alguém que ficou distante da janela e só pode ver uma pequena parte da paisagem."

(Kahlil Gibran)


Um abraço e até breve!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Orgulho de ser bibliotecário(a) !

          Amanhã comemoraremos mais um Dia do Bibliotecário! Quem ama esta profissão sabe o quanto é gratificante trabalhar com pessoas, procurando serví-las com as informações que elas estão buscando. Mas ser bibliotecário vai além: 
O Bibliotecário, além de facilitador da informação, deverá ter plena consciência do seu papel social e de educador, fornecendo aos leitores informações adequadas às suas necessidades, respeitando suas individualidades. (Inajá Martins de Almeida)
          Hoje o bibliotecário que se empenha tem vários papeis: ele é organizador e transmissor da informação, é educador, pesquisador; ouve e expõe suas ideias, é administrador, é também um meio para se chegar ao conhecimento. Dilbert, das HQ, diz assim:


FELICIDADES AOS BIBLIOTECÁRIOS E
TÉCNICOS EM BIBLIOTECONOMIA!

Homenagem do Conselho Federal e Regional de Biblioteconomia.

*12 de março de 2011*

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Relacionamento virtual e pessoal !

          Afinal de contas, até onde é bom nos relacionarmos com as pessoas através do 'mundo' virtual?
         Acredito que tu já tenhas recebido um email que relata como eram os relacionamentos, as brincadeiras de crianças, as músicas, as roupas, enfim, como era a vida  nos anos 1980 e 1990. A palavra saudade impera no coração daqueles que vivenciaram estes anos. Alguns dizem que as brincadeiras e os programas de televisão eram mais inocentes, mais inteligentes, divertidos; outros falam que quando não havia o telefone celular se sentiam menos pressionados, ou não se sentiam "seguidos", tão fáceis de serem encontrados. Ainda, as pessoas não tinham tanta pressa, e o tempo com a família e os amigos era mais proveitoso. Então por que, nos últimos 10 anos, temos corrido tanto, temos visto muitas crianças focadas somente em video games e jogos de computador, jovens sem prazer na leitura, mas entorpecidos pela Internet, principalmente pelas comunidades e redes sociais (orkut, facebookmessenger - msn -  youtube, etc.)? A própria questão colocada já responde, entre linhas, o porquê.
          De maneira simples, as tecnologias que temos e desfrutamos hoje nos tem beneficiado em relação a rapidez e facilidade para nos comunicarmos, até mesmo com pessoas que se localizam em outras cidades, estados, países; nos ajuda de forma incrível a desenvolvermos trabalhos, atividades, nos proporcionando lazer também. O contato virtual é importante por sua comunicação rápida, mais barata, dinâmica, eficaz. Mas, analisemos bem, como é bom conversar olhando nos olhos de um amigo, do amor da sua vida, de um irmão ou irmã. Como é maravilhoso abraçar, rir, tomar um café, e até mesmo não fazer nada frente a frente com alguém! Estar na presença de quem gostamos ou amamos é essencial para aprendermos a conviver, a conhecer de verdade o outro! Quem sabe resgatamos aquele relacionamento "pele com pele", incentivamos as crianças e os adolescentes a viverem mais fora do virtual? As ferramentas tecnológicas são de suma importância para avançarmos nas diversas áreas (a médica, por exemplo, além da comunicação), mas não deixemos de avançar nos relacionamentos pessoais, buscando a amizade, o respeito, o crescimento emocional, espiritual e também intelectual.


(Clique na HQ para conseguires ler melhor as falas/balões)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Adiante !

          Queridos leitores do BiblioInforma !

          Fico feliz por ter recebido um "puxão de orelha" de um amigo e acompanhante do blog por causa da minha demora para postar textos, ou fotos, vídeos, HQ, enfim. Isso demonstra interesse! Venho pedir desculpas, eu estou escrevendo um post faz umas três semanas, mas, como já compartilhei com a Profª Helen Rozados, não consigo desenvolver bons textos de forma rápida, primeiro por limitação mesmo, depois por causa do tempo curto, afinal, como sempre digo, a vida não é só estudar e trabalhar, mas estar com a família, com os amigos, namorar, passear, "fazer nada" e assim por diante. Prometo que até próxima semana disponibilizarei o texto que está em andamento. O BiblioInforma ! continuará sendo atualizado.

          Para finalizar, deixo uma frase linda e poética, do autor Davi, citada na Bíblia, Livro de Salmos, capítulo 45, versículo 1:



"De boas palavras transborda o meu coração. [ . . . ] a minha língua é como a pena de habilidoso escritor." (SALMOS 45:1)

Avante!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Para o próximo ano, leia mais !

          Queridos participantes do BiblioInforma !, estou dispondo neste post um vídeo que apresenta o texto Ler do autor Luís Fernando Veríssimo. Vamos nos comprometer em ler mais no próximo ano, não somente letras, palavras ou números, mas pessoas, movimentos, gestos, como escreveu Veríssimo.
          Deus abençõe a todos e cada família, proporcionando a cada coração o Seu grandioso e maravilhoso amor. Antes de terminar o ano de 2010, leia na Bíblia o Salmo 37.

Feliz 2011 !


Fonte: <www.youtube.com>

sábado, 18 de dezembro de 2010

Avante, sempre !

          Este semestre foi esclarecedor, proveitoso e gratificante para mim quanto à informação nas mídias digitais. Por isso, pretendo continuar escrevendo neste blog, mas agora com um enfoque mais abrangente! Além de falar sobre assuntos mais específicos da biblioteconomia, e também da ciência da informação no geral, abordarei assuntos do cotidiano, coisas que fazem parte do dia a dia e estão ligados direta ou indiretamente com a informação, tanto no meio virtual quanto no mundo real.
          Quero deixar exposta a avaliação que recebi da Profa. Dra. Helen Rozados (professora admirável, sempre atenciosa, colaborando com o crescimento dos alunos) e de sua equipe da cadeira Informação em Mídias Digitais, para que os leitores e participantes do BiblioInforma ! tenham no que se assegurar sobre as informações e conhecimentos escritos e mostrados aqui (além das referências que procuro sempre apresentar para dar consistência às discussões propostas até o momento).

"Cara aluna,
Queremos parabenizá-la pelo blog que está sendo desenvolvido na disciplina, salientando os seguintes aspectos: o blog está bem construído; esteticamente bem apresentado; com um título adequado ao conteúdo; com posts bem escritos e com conteúdo que demonstra pesquisa e preocupação com a citação das fontes; contém ilustrações pertinentes e links interessantes. Continue assim.
Profa. Helen Rozados e Equipe da disciplina Informação em Mídias Digitais"
(Moodle - UFRGS)

          Deixo aqui, para recomeçar o blog, agora com uma característica mais dinâmica, uma tirinha de HQ:


Fonte: <bibliocomics.blogspot.com>
 

Bem-vindos, outra vez, ao BiblioInforma !

sábado, 11 de dezembro de 2010

A informação na mídia digital

          Pensar a informação na mídia digital não faz com que cheguemos a uma conclusão, a um fim, a um conceito final, mas sim nos traz questões que podem ser consideradas complicadas (como expor dados pessoais em redes sociais), outras de grande valor e oportunidades (como poder fazer marketing da instituição, biblioteca, museu). Nós temos muitas opções na Internet para usar para divertimento e também, como diz Jenkins (2008), para "[ . . . ] propósitos mais 'sérios'.". As mídias digitais que ao longo deste semestre discutimos são as mais exploradas atualmente: blog, twitter, repositórios de fotografias e vídeos - como o youtube - jornais eletrônicos, museus virtuais, comunidades e redes sociais.
          Ouvimos falar, então, sobre a convergência das mídias que, segundo Jenkins (2008) "[ . . . ] a convergência representa uma transformação cultural, à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos midiáticos dispersos.". É muito interessante observarmos que, assim como é debatido se um dia as bibliotecas irão ser exterminadas, se só existirão livros virtuais, é discutida a questão das antigas mídias (televisão, rádio, cinema, etc.) serem substituídas pelas novas (youtube, orkut, celulares com tecnologias avançadíssimas, etc.). O que ocorre, na realidade, é um cruzamento entre elas, uma coexistência. A web 2.0 promove interação, e este é o fundamento da mídia alternativa - as novas mídias - fazer com que o internauta, que é o consumidor das ferramentas virtuais, também seja o produtor, envolvendo-o, assim, cada vez mais com o 'mundo' virtual.
          Um ponto importante abordado no texto de Jenkins (2008), é sobre como os aparelhos celulares se tornaram essenciais no processo de convergência das mídias, porque todos os produzidos atualmente têm a capacidade de gravar vídeos, bater fotos, armazenar e disponibilizar músicas, acessar a Internet, ser usado como agenda, tanto telefônica como pessoal, de compromissos, entre outras funções. Portanto, podemos dizer, conforme Jenkins (2008), que a convergência digital deve ser entendida como um processo tecnológico que junta várias funções em um mesmo aparelho. Diante de todos os elementos informacionais espalhados nas diferentes mídias existentes, é possível convergir esses elementos de forma a sistematizar a busca e a recuperação da informação de forma mais ágil e mais eficiente ainda? Eu acredito que é possível, devido ao exemplo anterior citado por Jenkins, mas é um processo, algo que poderá ser concretizado a médio ou longo prazo.
          O profissional da informação está inserido neste contexto da convergência digital, o seu papel é de suma importância, ele é imprenscindível, devendo ser atuante em cada uma das mídias apontadas, pois uma das habilidades que este profissional deve adquirir na sua formação é saber filtrar, selecionar informações fidedignas, capacidade essencial para alguém que busca informações no meio virtual. Assim como creio que livros em papel e virtuais caminharão juntos sempre, sendo um e outro aprimorados como suportes, acredito que na questão da cultura da convergência vai acontecer o mesmo seguimento. Os bibliotecários, arquivistas e museólogos devem buscar se inteirar, conhecer, aplicar em suas instituições as mídias que irão lhes proporcionar crescimento como profissionais, auxílio no seu dia a dia de trabalho, sempre tendo como objetivo especial dar apoio, auxílio, favorecer interação e produção de conhecimento aos que hoje ainda chamamos de usuários, mas que futuramente poderão vir a ter outra denominação, pois já não são mais somente usuários da informação e do conhecimento, mas produtores também.


Referência

JENKINS, Henry. Cultura da convergência. São Paulo: Aleph, 2008. p. 25-51.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Comunidades Virtuais e Redes Sociais


          As formas de comunicação existentes são diversas: a fala, a escrita, os sinais (como placas de trânsito e até a própria Linguagem Brasileira de Sinais, a LIBRAS); é possível, ainda, nos expressarmos com um olhar, um sorriso, um aperto de mão, um abraço, enfim. Como já temos discutido no blog, a Internet e as suas ferramentas são formas de comunicação entre os seres humanos, e as comunidades virtuais e as redes sociais tem sido usadas de maneira fenomenal por todo o mundo. Neves (2010) diz que até há pouco tempo a moda era a criação de blogs, e agora "[ . . . ] passados mais de dez anos do surgimento dos blogs, pesquisas indicam que as páginas do gênero têm perdido espaço para as redes sociais na preferência dos internautas.". Segundo informa ainda o autor, o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação (Cetic.br), os usuários brasileiros de redes sociais "[ . . . ] passaram de 21,9% para 67% entre 2005 (início da pesquisa) e 2009 (último dado disponível).".
          O motivo principal que percebo porquê as comunidades e redes sociais têm chamado tanto a atenção e até "viciado" muitas pessoas é a acessibilidade, pois, para acessar e se comunicar com as pessoas da comunidade ou rede, basta fazer um perfil de usuário e usufruir das ferramentas disponíveis no site, como incluir fotos, vídeos, postar frases - ou recados - anúncios, pequenos textos, além dos dados pessoais, entre outras interações particulares de cada comunidade e rede social. Aqui está o ponto chave para o profissional da informação explorar as comunidades e redes sociais para dar suporte aos usuários nas suas necessidades informacionais: a facilidade de se conectar aos sites referidos. Na página virtual Conexão Professor, lemos que as redes sociais (como o Orkut, Facebook, Myspace, Ning, entre tantos outros) podem contribuir para a educação, ou seja, os professores tem estas ferramentas tecnológicas à sua disposição para complemento no ensino de seus alunos. Analisando o texto, podemos incluir os bibliotecários, arquivistas e museólogos sem dúvida alguma. O profissional da informação está ligado a questão da educação, especialmente os bibliotecários, que também atuam em instituições educativas, como universidades e escolas no geral, e deve ser essencialmente filtrador de informações.

[ . . . ] numa sociedade em que tudo muda muito rápido, todos os profissionais, [ . . . ], devem ficar atentos à sua própria formação para sondar as novas tecnologias, filtrar as ferramentas que não acrescentam mudanças positivas nas práticas educativas e se apropriar daquelas que podem catalisar uma nova escola,  adequada à Era da Informação e do Conhecimento. (LIMA, 2009)
          Cada comunidade virtual e rede social possui uma  estrutura dinâmica, trazendo muito mais, atualmente, diversão, e até mesmo exposição de vida pessoal, para aqueles que querem expor suas vidas. Mas também possibilitam aprendizado, de maneira mais informal, e certamente são meios que podem servir para o profissional da informação divulgar sua instituição, seus serviços e não somente divulgar, mas de fato servir aos usuários através das comunidades e redes sociais.



Referências

CONEXÃO PROFESSOR. Como utilizar as redes sociais e as novas tecnologias na educação. Rio de Janeiro: Governo do Rio de Janeiro, 2009. Disponível em:
<http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/temas-especiais-26a.asp>. Acesso em: 06 dez. 2010.

NEVES, Guilherme. Redes sociais conquistam espaço dos blogs na preferência dos internautas. Zero Hora, Porto Alegre, 16 jun. 2010. Disponível em: <http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Economia&newsID=a2939229.xml>. Acesso em: 06 dez. 2010.

Fonte das imagens

sábado, 27 de novembro de 2010

Webmuseus

          É muito empolgante e precioso verificar que existem várias possibilidades e ferramentas para trabalhar com a informação, especialmente para os profissionais bibliotecários, arquivistas e museólogos. Hoje conversaremos sobre webmuseus (ou cibermuseus ou, ainda, netmuseus), instrumentos que tem proporcionado não somente informação, mas conhecimento àqueles que os tem "visitado" e consultado.
          Os webmuseus cresceram em número devido o avanço da rede na década de 90, como diz Carvalho (2008)
[ . . . ] multiplicaram-se sites de Museus, dedicados aos mais diferentes temas, com nomes e tipologias, permitindo ao usuário da Internet 'visitar', num mesmo dia, museus localizados fisicamente em diferentes continentes. (CARVALHO, 2008)
           Aqui destaco uma das vantagens dos webmuseus, a possibilidade de visualizarmos peças - e suas descrições - de várias partes do mundo sem estar fisicamente no local. O que enxergamos virtualmente vem do espaço físico onde as peças ou, como referencia Oliveira (2007), as "coisas" estão expostas. Mas há também museus que preservam seus documentos somente virtualmente, como é o caso do Museu da Pessoa, exemplo prático que será desenvolvido mais adiante. Oliveira (2007) dá o seguinte conceito para museu:


Na atualidade, museu é sinônimo de coleção, de acervo, de documentação, conservação, exposição e informação de qualquer tipo de objeto, organizado por alguém ou por uma instituição, com ambição de apresentar ao público, criar formas educativo-pedagógicas, pesquisa e extensão. (OLIVEIRA, 2007, p. 150)
          Dentre alguns webmuseus que visitei, analisarei neste post três que considero mais relevantes no momento: The Virtual Museum of Iraq (http://www.virtualmuseumiraq.cnr.it/homeENG.htm), Museo Virtual de Artes (MUVA - http://muva.elpais.com.uy/e Museu da Pessoa (http://www.museudapessoa.net/). No primeiro, somos recebidos com um vídeo que mostra a localização e o histórico do Museum. Assistimos desde a sua primeira fachada (ano de 1926-1966), passando por sua reconstrução, chegando aos dias de hoje e assim somos remetidos ao Hall do museu virtual. Neste, podemos selecionar por onde queremos iniciar o "passeio", e assim conhecer as várias peças de arte que compõem o local. No MUVA, patrocinado pela Fundación Itaú, encontramos logo na entrada do site uma lista com as obras disponíveis para visualização, inclusive podemos assistir vídeos sobre as peças e quadros. Podemos, ainda, "andar" nos corredores virtuais do Museo, interessantíssimo! O MUVA é um museu interativo, dinâmico e acondiciona as obras mais importantes da arte uruguaia. O Museu da Pessoa, criado por brasileiros, com sede em São Paulo, possui um ponto, particularmente falando, muito peculiar: o visitante contribui com o acervo do Museu, pois o objetivo deste é exatamente construir uma rede de histórias de vida que proporcione a transformação social, buscando valorizar a história de cada pessoa que deseje apresentar um pouco de sua vida para a sociedade. Para contar a sua história, é necessário fazer um cadastro; podemos colocar título, fotos, desenhos, documentos, áudios e vídeos. O site possui Termos de Condições de Uso, o que demonstra seriedade com o conteúdo disponível e segurança para quem queria postar a sua história. O Museu da Pessoa ainda possui uma biblioteca, uma livraria digital com livros disponíveis para dowloud, entre outros entretenimentos que podem ser explorados pelos interessados no Museu.
          Percebi claramente a importância dos webmuseus durante as "visitas" que fiz, pois o profissional da informação pode tanto usufruir as informações que os museus virtuais já existentes dispõem, quanto podem criar um, claro, isso com planejamento, muita dedicação e objetivos bem traçados para a instituição à qual está inserido. Mais uma vez declaro: os bibliotecários, arquivistas e museólogos têm instrumentos inovadores e valiosíssimos na web, possíveis de serem utilizados com sabedoria e inteligência, sempre pensando em proporcionar os melhores serviços de informação àqueles que buscam o conhecimento.


Referências

CARVALHO, Rosane Maria Rocha de. Comunicação e informação de museus na Internet e o visitante virtual. Revista Museologia e Patrimônio, v. 1, n. 1, p. 83-93, jul./dez. 2008. Disponível em:
<http://revistamuseologiaepatrimonio.mast.br/index.php/ppgpmus/article/viewPDFInterstitial/8/4>.
Acesso em: 23 nov. 2010.

OLIVEIRA, José Cláudio. O museu digital: uma metáfora do concreto ao digital. Comunicação e Sociedade, São Paulo, v. 12, p. 147-161, 2007. Disponível em:
<http://revcom.portcom.intercom.org.br/index.php/cs_um/article/viewDownloadInterstitial/4796/4509>. Acesso em: 24 nov. 2010.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Jornais digitais brasileiros

         

          O serviço de referência, seja o tradicional ou o virtual, é um dos serviços mais importantes que uma biblioteca deve oferecer aos seus usuários, na minha visão como profissional e também estudante. O jornal digital é mais uma vez analisado neste blog como um importante instrumento e fonte de informação útil para o profissional da informação, especificamente, hoje, o jornal digital brasileiro. Entre alguns já existentes no meio virtual - sendo primariamente jornais impressos - destaco dois: Zero Hora (ZH - http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=capa_online), gaúcho, lançado em 04 de maio de 1964, na forma digital no ano de 1996, ainda existente na forma impressa, mantido pelo grupo RBS e publicado diariamente; Jornal do Brasil (JB - http://www.jb.com.br/), fundado em 1891, editado no Rio de Janeiro, pioneiro na sua publicação somente digital desde 1 de setembro de 2010, atualizado diariamente. Como estes dois periódicos online podem contribuir para o serviço de referência de uma biblioteca? Como o bibliotecário pode aproveitar esta fonte fidedigna - a princípio - em grande parte das informações que publica?
          Encontramos, em ambos jornais referenciados, uma gama de assuntos, informações e interatividade para os leitores: economia, política, moda, cultura, histórias em quadrinhos, opinião do leitor, promoções, fotografias, entre tantas outras. Ao organizar um serviço de referência, o profissional bibliotecário deve analisar o público para o qual irá prestar o trabalho, assim como as suas necessidades informativas, o objetivo e assunto principal da faculdade ou instituição a qual a biblioteca está inserida. Desta forma, o bibliotecário poderá pesquisar e avaliar as fontes de informação que serão fiéis e úteis para dar o apoio que os usuários irão precisar ao buscarem o serviço de referência. O ZH e o JB certamente poderão auxiliar uma biblioteca universitária ou especializada. Pensando em uma biblioteca que trata principalmente do assunto economia, fiz uma pesquisa na caixa de busca do ZH e do JB usando o seguinte termo: salário mínimo. Obtive resultados das últimas notícias sobre o assunto dentro dos dois jornais, ambos utilizando o Google como ferramenta de busca. Neste caso, o bibliotecário terá condições de apresentar ao usuário as notícias atuais sobre o assunto que procura. Outro exemplo de utilidade dos jornais é uma biblioteca universitária poder divulgar em tempo real  - através do Twitter, por exemplo - as notícias das últimas horas atualizadas nos jornais, como a que foi anunciada no último domingo, 14/10/2010, sobre um projeto de RH em busca de novos estagiários, informando que quem pode participar da seleção são graduandos nas áreas de Administração, Ciências Contábeis, Economia, Ciências da Computação, entre outros cursos, ápresentando, ainda, o endereço do site para inscrição e participação da seleção de estágio.
          Enfim, explorar estas fontes de informação é até mesmo um dever do profissional da informação, por suas notícias publicadas de forma rápida, os sites estarem cada vez mais fáceis de utilizar no momento da busca por informações, mas, claro, nunca esquecendo que o profissional deve sempre procurar a fidelidade no que estará repassando aos usuários, alertando a estes também quanto a esta questão. Pela autonomia e liberdade que temos hoje de transmitir informações através da Internet (web 2.0), a quantidade destas serem falsas ou não totalmente confiáves é maior. Mas isto é asunto para discutirmos em um outro post.


Referência

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Jornais digitais internacionais


          O profissional da informação possui instrumentos valiosíssimos para usar em benefício de seu trabalho, mas, pelo que observo na maioria das bibliotecas, nas que já tive experiência profissional e nas que conheci em visitas técnicas, os bibliotecários não tem dado a devida atenção e procurado se beneficiar de fato destes instrumentos. Um deles são os periódicos eletrônicos. Hoje avaliaremos como o profissional da informação pode usufruir dos jornais eletrônicos internacionais, instrumento virtual bem específico e que pode fazer uma diferença peculiar nas atividades diárias que os bibliotecários cumprem e na vida dos usuários, foco principal do profissional da informação.
          O jornal eletrônico internacional (e também nacional!) pode servir de apoio aos bibliotecários atuantes em bibliotecas universitárias e especializadas, principalmente. No site do Memorial da América Latina, por exemplo, há o espaço da Biblioteca Virtual da América Latina (http://www.bvmemorial.fapesp.br/php/level.php?lang=pt&component=31&item=17), e neste há um link que nos remete a uma lista de jornais eletrônicos internancionais que condizem com o objetivo da Biblioteca: disseminar informações sobre toda a América Latina. Este é o intuito que deve permear a mente e o coração dos bibliotecários e dos outros atuantes da área da informação: apoiar-se nas ferramentas que servirão para o crescimento dos usuários, seja intelectual ou emocional.
          Analisando o jornal italiano online Corriere della Sera, podemos imaginar ele sendo usado por um bibliotecário - e até mesmo por um amador - que atue em uma biblioteca virtual que trabalhe diretamente com gastronomia, como é o caso da Biblioteca Gastronomica: receitas de culinária para profissionais de hotelaria (http://bibliotecagastronomica.blogspot.com/2009/09/software.html). No Corriere della Sera há um link que trata especialmente sobre o assunto, diponibilizando receitas italianas, além de vinhos e dicas de como decorar um prato. Uma biblioteca universitária ou especializada em medicina poderá se atualizar sobre saúde e medicamentos, como exemplo, a notícia da data de hoje que trata de uma campanha lançada pela Agência Italiana de Drogas e do Instituto Nacional de Saúde, patrocinado pelo Ministério da Saúde do referido país. Esta campanha fala sobre o cuidado que as pessoas devem ter no consumo de antibióticos, apresentando que o uso inadequado e excessivo  de antibióticos na Itália - e em todos os países europeus - é um problema para a saúde pública, podendo haver resistência aos remédios dificultando, assim, cura de infecções. Com este exemplo, a biblioteca informando-se no Corriere della Sera, poderá repassar as informações aos seus usuários, seja por email, por site próprio ou até mesmo publicando no mural da instituição. Ainda há tantos outros assuntos que podem ser explorados dentro do referido jornal online por profissionais da informação atuantes em diversos centros de documentação e informação.


Referência

ANTIBIOTICI, troppo usati  e troppo pagati. Italia ai primi posti in Europa per il consumo eccessivo: il SSN potrebbe risparmiare 413,1 milioni di euro. Corriere della Sera, 17 nov. 2010. Disponível em: <http://www.corriere.it/salute/10_novembre_17/antibiotici-aifa_306b252a-f232-11df-a59d-00144f02aabc.shtml>. Acesso em:  17 nov. 2010.
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